Aeroporto

TAP quer Montijo “o mais rápido possível”

TAP

Antonoaldo Neves lembrou que as taxas na Portela são atualmente "as mais caras que a TAP paga no mundo inteiro".

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, disse esta sexta-feira, 12 de outubro, que quer o aeroporto do Montijo pronto “o mais rápido possível” e que, com a sua conclusão, a ANA assegure um novo contrato com revisão de taxas aeroportuárias na Portela.

“Desejamos que o processo esteja concluído e que esteja pronto o mais rápido possível e que as tarifas na Portela diminuam”, disse aos jornalistas o gestor, falando à margem do lançamento das novas ementas de classe económica médio curso da TAP Air Portugal, em Lisboa.

Antonoaldo Neves lembrou que as taxas na Portela são atualmente “as mais caras que a TAP paga no mundo inteiro” e, por isso, defende que as negociações com vista à conclusão do aeroporto do Montijo “assegurem que no contrato com a Portela” haja uma revisão das taxas, para que estas possam ser “competitivas”.

O presidente executivo da empresa reiterou ainda que a TAP “não cogita em hipótese nenhuma” dividir o seu ‘hub’ numa mesma cidade, mas deseja que esta situação fique concluída o mais rapidamente possível de forma a responder ao aumento de tráfego aéreo nesta região.

“A TAP tem um ‘hub’ em Lisboa e não se divide um ‘hub’ numa mesma cidade. Nenhuma companhia no mundo o faz. Não passa pela cabeça de quem está na aviação há muito tempo voos noutro aeroporto que não seja no seu ‘hub’ numa mesma cidade. Isso não tem o menor cabimento”, disse.

Esta semana, o presidente executivo da ANA-Aeroportos de Portugal garantiu que o novo aeroporto do Montijo não será ‘low cost’ (baixo custo), mas de “qualidade fantástica de serviço” e dirigido a transportadoras com rotas “ponto a ponto”, ou seja, sem correspondências.

Thierry Ligonnière recordou que o atual aeroporto, Humberto Delgado, vai manter o seu papel de ‘hub’ (plataforma de ligações aéreas), nomeadamente da TAP, enquanto a estrutura complementar prevista para o Montijo será para “ponto a ponto, para as companhias que o desejarem”.

“A segregação não é no modelo económico. O Montijo será um modelo ponto a ponto e não ‘low cost’. Terá uma qualidade fantástica de serviço e estará dedicado a companhias dedicadas a ponto a ponto”, precisou.

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