TAP quer transportar 20 milhões de passageiros em 2020

CEO da TAP sublinhou a importância de continuar a investir no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

A TAP estima alcançar 20 milhões de passageiros em 2020, disse esta segunda-feira o presidente da Comissão Executiva (CEO) da TAP, Antonoaldo Neves, à margem da entrega do novo Airbus A330-900 neo, em Toulouse, França.

Os planos da companhia aérea são ambiciosos. Antonoaldo Neves prevê "continuar, para o ano, a crescer a receita da companhia a 10%" e, realça: "O objetivo é ter aproximadamente 17,5 milhões de passageiros no próximo ano. Este ano, serão 16 milhões e, em 2020, espero chegar aos 20 milhões de passageiros".

Leia também: TAP começa a voar em dezembro com o primeiro A330 neo

Em vias de receber novos aviões, lembra que não será possível crescer sem investimento no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. O CEO da TAP insistiu, frisando a importância do fecho da pista secundária do aeroporto de Lisboa para ampliar os lugares de estacionamento, a extensão de taxiway (pista do aeródromo) e de mais saídas rápidas.

"O grande desafio de Portugal é a velocidade de implementação destas medidas", considerou, vincando repetidamente que "não podemos esperar dois anos por uma saída rápida. É preciso começar já".

De acordo com o responsável, "mais saídas rápidas podem adicionar à TAP mais 0,8 minutos por dia. Parece pouco, mas não é com 200 por dia em Lisboa". "A pontualidade pode crescer entre 10 a 20 pontos percentuais. Nós temos estudos e simulações que provam isso", disse, referindo-se a um estudo encomendado pela transportadora sobre a otimização do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

As conclusões já foram apresentadas e Antonoaldo Neves diz mesmo que "as conversas têm sido muito produtivas". "O estudo mostra que é possível investir no aeroporto da Portela, assim como ter um fluxo maior de passageiros, melhorar a pontualidade e ter mais movimentos por hora", garante.

Também presente, o presidente do Conselho de Administração (chairman) da TAP disse esperar que os constrangimentos da infraestrutura aeroportuária possam ser resolvidos "a breve trecho". Miguel Frasquilho deixa recados para o futuro: "Temos de estar à altura do que aí vem. Se o aeroporto não nos proporcionar as condições que nós desejamos é evidente que a operação não correrá tão bem como ambicionamos".

Chineses da HNA mantêm-se na TAP

"Sabemos que decorrem as negociações entre o Governo e os vários stakeholders, entre eles a ANA - Aeroportos de Portugal, a Câmara de Lisboa e a Força Aérea, pelo que temos a expetativa que possam estar encerradas de forma muito positiva a curto prazo", acrescentou.

Confrontado com os problemas de liquidez do conglomerado chinês HNA, acionista da TAP através da Atlantic Gateway, o chairman da TAP desdramatiza, recordando que a participação dos chineses "é reduzida ".

O grupo HNA tem vindo a alienar investimentos e a cancelar negócios, incluindo na indústria da aviação, mas Frasquilho garante: "Não temos notícia de que pretendam fazer o mesmo na TAP, o que nos deixa obviamente muito satisfeitos".

A TAP é detida em 50% pelo Estado, através da Parpública, em 45% pelo consórcio da Atlantic Gateway e em 5% pelos trabalhadores.

*A jornalista esteve em Toulouse, França, a convite da TAP.

*Última atualização às 22:30.

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