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TAP regressou aos lucros em 2016: 34 milhões

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A TAP voltou aos lucros em 2016. Apesar de uma ligeira quebra das receitas, a companhia aérea conseguiu compensar com menos custos operacionais

A TAP regressou aos lucros no ano passado. Depois de dois anos de prejuízos, e de um forte reajuste tanto da operação como das contas, a companhia aérea liderada por Fernando Pinto reduziu os custos operacionais e compensou uma quebra nas receitas.

Ao todo, entraram 2242 milhões de euros em receitas nos cofres da companhia aérea, uma quebra de 156 milhões de euros face ao gerado em 2015, ano em que a empresa registou a pior prestação financeira desde 2008, com 99 milhões de euros de perdas.

Apesar desta quebra, a empresa poupou 227 milhões com despesas operacionais e acabou por encerrar 2016 com ganhos de 34 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira.

A companhia acumulava perdas desde 2014. No ano do “verão negro” a companhia registou um prejuízo de 46 milhões de euros. Em 2015, os danos mais do que duplicaram.

Até este período de prejuízos, a TAP não registava perdas desde 2008. Nesse ano, a empresa perdeu 209 milhões de euros, mas regressou aos lucros em 2009 e manteve os resultados acima da linha de água durante cinco anos.

Resultados TAP SA

Agora, a empresa retomou a tendência positiva, com um ganho de 34 milhões que iguala o último registo de lucros (2013), onde as contas também ficaram positivas em 34 milhões.

Durante a primeira metade do ano, a companhia aérea sofreu com o arrefecimento de alguns dos mais importantes mercados onde opera, como o Brasil ou Angola, mas “o segundo semestre registou uma forte recuperação que incluiu a obtenção de sucessivos recordes no número de passageiros transportados nos meses de outubro, novembro e dezembro”. Esta tendência, reforça a empresa em comunicado, “já foi reforçada nos primeiros dois meses do corrente ano”.

No conjunto do ano, a TAP transportou 11,7 milhões de pessoas, um recorde para a empresa e mais 400 mil do que em 2015. Este aumento foi conseguido apesar de uma redução de 3% na oferta de lugares disponíveis, resultado de uma reorganização de rotas e oferta na primeira metade do ano.

Em outubro do último ano, Fernando Pinto anunciou o programa RISE, que pretende aumentar a eficiência da companhia, e baixar os custos em 150 milhões de euros.

“Temos de mostrar resultados muito fortes, mostrando ser uma empresa muito eficiente e competitiva para ter a nossa obtenção de financiamentos e tudo o mais”, disse à data o presidente da TAP, salientando que só a implementação de programas credíveis podem assegurar “o futuro sólido da empresa”.

Na última semana, a TAP deu mais um passo para esta transformação e anunciou a abertura de um abrangente programa de rescisões voluntárias, que irá assegurar a saída dos trabalhadores que assim o desejem, oferecendo um pacote que envolve a manutenção de algumas regalias com que contam enquanto trabalhadores.

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