aviação

TAP vai lançar 15 novas rotas e fazer “milhares de contratações”

O novo presidente executivo da TAP quer duplicar a dimensão da companhia aérea até 2025. Antonoaldo Neves, que substituiu Fernando Pinto em fevereiro, deu uma entrevista ao jornal Expresso na qual anuncia a criação de 15 novas rotas e a compra de 15 novos aviões em 2019. Fala em “milhares de contratações de trabalhadores” e diz que, já este ano, o volume de faturação da empresa vai crescer 15%.

Na empresa desde a privatização, em 2014, Antonoaldo Neves afirma que o potencial da TAP “é muito maior do que imaginávamos”. O objetivo é chegar a 2025 com 130 aviões em operação, o que implica “dobrar o tamanho da empresa em dez anos”. O maior desafio, garante, “é preparar a TAP para entregar de forma excelente um volume de crescimento brutal”, defendendo a necessidade da empresa melhorar a sua pontualidade, que considerou “vergonhosa”. O CEO da TAP quer ultrapassar os 80% de pontualidade, contra os atuais menos de 50%.

Em termos de pessoal, a companhia tem hoje mais 1700 trabalhadores do que aquando da privatização, contando com um total de mil pilotos e três mil comissários de bordo, e a meta é chegar a 2025 com 1800 pilotos e 5500 comissários. Quanto às novas rotas, a operação no Porto será reforçada com três novos destinos, Lisboa com 11, além da passagem do voo Porto-Newark (Nova Iorque) para diário. Telavive, Basileia e Dublin são as novas rotas a inaugurar em abril de 2019. A partir de junho, a TAP chegará a Tenerife, Nápoles, Montreal, Chicago, Washington e São Francisco. Seguem-se Conacri (Guiné) e Bruxelas (a partir do Porto) em julho e Banjul (Gâmbia), Lyon e Munique, estes dois últimos de e para o Porto, a partir de setembro.

O reforço no Porto acontece não por arrependimento – “precisávamos de estancar a sangria, estávamos a perder muito dinheiro nas operações do Porto, mudar para Lisboa foi a decisão correta e acertada” -, mas porque a TAP acredita no potencial de mercado da região, agora que já tem “fôlego financeiro” e “aviões adequados”. “Quando a empresa foi privatizada o Porto tinha, aproximadamente, 30 voos por dia. No ano que vem vamos ter mais de 40 voos. Quando chegarmos aos 60, a estratégia começa a mudar. Posso fazer um banco de conexão no Porto”, diz, explicando que a ideia é “aproveitar a rede de longo curso para alimentar o Porto e também o fluxo entre as duas cidades”.

Sobre o aeroporto de Lisboa, o novo CEO da TAP admite que a estrutura está “completamente esgotada” e que isso “limita fortemente” a operação da companhia aérea. “O meu receio é 2020. No ano passado fizemos 14 milhões de clientes, este ano vamos fazer 16 milhões, estamos a colocar pressão no sistema. O nível de serviços cai porque o aeroporto não consegue processar. No próximo ano vamos adicionais mais um milhão e meio de passageiros”, refere o gestor. Que se assume favorável à construção de um aeroporto no Montijo, mas que se recusa a financiar. “A nossa visão é muito clara: é ilegal subir as tarifas na Portela para pagar o Montijo. Se isso acontecer vamos recorrer aos tribunais, a gente vai até às últimas consequências contra isso”, frisa.

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