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TDT. Anacom arranca com call center em novembro para teste piloto

(Carlos Santos/Global Imagens)
(Carlos Santos/Global Imagens)

Sintonias da TDT vão mudar e a Anacom vai ter call center a funcionar nas suas instalações, sob responsabilidade direta para apoiar os utilizadores.

A Anacom vai ter um call center de apoio à migração das faixas da Televisão Digital Terrestre (TDT) operacional já em novembro, a partir das suas instalações, por altura do primeiro teste-piloto em Odivelas. O objetivo é apoiar os utilizadores a fazer a sintonia dos canais de televisão para as novas faixas. A Deco acredita que falta uma campanha de “informação como deve ser junto da população antes da mudança de faixas da TDT”. O processo de libertação de faixas para o 5G arranca em pleno em janeiro do próximo ano.

“O call center vai ser gerido pela Anacom. Os recursos são fornecidos por empresas especialistas na atividade de call centers. Um modelo flexível que pode evoluir ao nível dos recursos humanos, ou seja, consoante o volume de chamadas”, informa fonte oficial do regulador ao Dinheiro Vivo. O call center usará uma plataforma eletrónica, um software de gestão profissional de call centers, que gere a entrada das chamadas e a sequência do atendimento, sendo que “os recursos humanos vão ter um espaço dedicado nas instalações da Anacom, onde a partir do qual irão prestar o serviço”.

A Meo, operadora que tem a concessão da rede TDT, tinha proposto um call center para gerir os pedidos de apoios dos utilizadores de TDT, mas a Anacom rejeitou esta opção. “A Meo tinha tinha feito uma proposta de um call center, com um custo estimado de vários milhões”, justifica fonte oficial da Anacom, tendo ainda o regulador liderado por João Cadete Matos considerado que seria “preferível ser a Anacom a supervisionar o serviço, do que um operador que pode ter um potencial conflito de interesses por por deter a licença de TDT e um serviço de televisão paga”. “A Anacom quer acompanhar de perto o processo, também com o intuito de supervisão, podendo rapidamente acorrer à resolução das situações”, conclui fonte oficial do regulador.

Anacom_TDT

O pontapé de saída da mudança de faixas será a 27 de novembro, com a alteração do emissor de Odivelas Centro, que passa do canal 56 para 35, abrangendo o concelho de Odivelas, as freguesias de Lumiar, Carnide e Santa Clara, em Lisboa; e Encosta do Sol, na Amadora. Nesse dia, os utilizadores de TDT terão de proceder à sintonia da televisão ou da box TDT para o canal 35 para continuar a ver televisão, não sendo necessário substituir ou reorientar antenas, trocar de televisor, de box ou subscrever serviços de televisão.

Caso o apoio via call center – o número para o qual devem ligar os consumidores ainda não é conhecido – não for suficiente para o utilizador conseguir fazer a sintonia para os novos canais, a Anacom deverá prestar apoio presencial, contando com a colaboração da Agência de Modernização Administrativa (AMA), da Associação Nacional de Municípios (ANMP) e da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

Deco defende campanha de comunicação

A partir de janeiro, até final de junho do próximo ano a mudança de faixas, irá repetir-se em todo o país, iniciando-se de Sul para Norte e terminando no arquipélogo da Madeira e Açores, um processo de mudança que abrange cerca de 20% dos portugueses que acedem à televisão através desta plataforma. “A proposta de migração aprovada pela Anacom responde parcialmente às preocupações da Deco”, admite Luís Pisco. O jurista da associação de defesa do consumidor considera “positivo” a existência de uma linha telefónica para apoiar a população neste processo de mudança, bem como as equipas multidisciplinares de apoio no local, mas considera que “deve haver uma campanha de informação como deve ser junto da população antes de haver a mudança de faixas da TDT, para que se evite, como sucedeu no processo de switch off do sinal analógico para a TDT, que pessoas fossem levadas a substituir o seu televisor desnecessariamente”.

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