Telecomunicações

TDT. Migração arranca com piloto a 27 de novembro

(Carlos Santos/Global Imagens)
(Carlos Santos/Global Imagens)

Migração das faixas de TDT terá de estar concluída até 30 de junho de 2020, terminando nas regiões da Madeira e Açores

A Anacom já aprovou o plano de migração da rede de televisão digital terrestre (TDT) com vista à libertação da faixa dos 700MHz, que irá ser usada para o 5G. A migração arranca a 27 de novembro com um teste piloto no emissor de Odivelas Centro que terá de ser realizado pela Meo por deter a concessão da TDT.

“Depois da alteração do emissor de Odivelas Centro, no dia 27 de novembro, (que passa do canal 56 para o canal 35) as alterações dos restantes emissores que compõem a rede de TDT começam entre a 3.ª semana de janeiro e a 1.ª semana de fevereiro de 2020, e terminam no dia 30 de junho de 2020. O processo vai iniciar-se de sul para norte e terminará nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira”, informa o regulador.

A Meo tem até 15 de novembro para enviar ao regulador um “planeamento detalhado da alteração dos 240 emissores que compõem a rede de TDT, indicando a data em que será alterada cada estação emissora”.

A migração destas faixas é um dos imperativos para o arranque do 5G no mercado nacional. A Meo tem vindo a acusar o regulador de atrasos nesta matéria, tendo tecido duras críticas na consulta pública a este processo, tal como noticiou o Dinheiro Vivo. Segundo a empresa, os prazos de implementação extremamente reduzidos face à complexidade das ações a levar a cabo e os tempos de espera relativos aos fornecedores, faz como que não estejam “reunidas as condições para que o calendário de migração estabelecido seja passível de ser executado, técnica e operacionalmente”. Antes da segunda quinzena de janeiro não poderão arrancar os trabalhos no terreno, logo “a libertação da faixa dos 700MHz já irá ocorrer em data posterior a junho de 2020”, argumenta a operadora.

 

Anacom_TDT

 

Não é o entendimento da Anacom, que aponta para junho de 2020 a conclusão do processo de migração. Mais, diz o regulador liderado por João Cadete Matos, a Anacom “flexibilizou o calendário, face ao roteiro que tinha estabelecido, atentas as preocupações manifestadas pela Meo, pelo que caberá a esta empresa que é responsável pela difusão e transporte do sinal de televisão digital, estabelecer o calendário e o ritmo dos trabalhos, dentro dos limites definidos pela Anacom”.

Para o regulador o intervalo de tempo definido para fazer a alteração técnica dos 240 emissores da rede de TDT “afigura-se bastante flexível e suficiente, tendo em conta o período de tempo em que decorreu o processo de alteração, idêntico a nível técnico, do canal 67 para o canal 56, ocorrido em 2011.” Data em que decorreu o switch off do sinal analógico de televisão para a TDT.

Uma metodologia contestada pela Meo que considerou que deveria haver um período de simulcast, ou seja, em que o sinal de televisão era emitido em simultâneo nos dois canais.

O que os consumidores terão de fazer?

“A alteração dos emissores, designadamente a do emissor de Odivelas Centro já no dia 27 de novembro, implicará que as pessoas apenas tenham que sintonizar o seu televisor, usando o comando da televisão ou da Box TDT. Não será necessário reorientar a antena de receção (os emissores vão ficar no mesmo sítio), nem trocar a televisão ou o descodificador TDT (Box)”, lembra a Anacom.

“Ninguém terá que subscrever serviços de televisão paga (pacotes de televisão), pois todas as pessoas poderão continuar a ver televisão gratuita, como acontece agora. Sublinha-se que a única coisa que têm de fazer, caso fiquem com o écran negro, é sintonizar a televisão ou o descodificador TDT”, reforça o regulador.

A Meo tinha defendido a existência de um call center para apoiar a população neste processo. A Anacom diz que “vai disponibilizar uma linha de atendimento telefónico gratuito, a divulgar oportunamente, através da qual poderão ser esclarecidas dúvidas sobre a mudança de canal, as datas e regiões abrangidas ou como fazer a sintonia do televisor ou box”.

“O call center da Anacom fará um atendimento personalizado alargado, diurno e noturno, abrangendo fins de semana e feriados. Quando, apesar deste apoio assistido, dado através do call center, as pessoas não conseguirem sintonizar os seus equipamentos, a Anacom garantirá que os pedidos de apoio são resolvidos pelas equipas técnicas que se deslocarão por todo o país, à medida que a Meo vai fazendo as alterações aos emissores.”

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