Tecnologia para produzir energia solar baixou custos para metade

Contribuição deverá 153 milhões de euros
Contribuição deverá 153 milhões de euros

A energia solar está a deixar de ser o patinho feio das renováveis. Em dez anos, a tecnologia evoluiu e, hoje, instalar painéis fotovoltaicos ou construir um parque solar custa menos de metade.

“O nosso primeiro parque solar custou 50 milhões de euros. É um número que não faz sentido. Hoje custaria metade disso porque a evolução da tecnologia foi mais rápida do que o que se pensava”, disse ao Dinheiro Vivo Hélder Serranho, o administrador da Generg, empresa de Carlos Pimenta e da francesa GDF Suez.

Aliás, de acordo com o mesmo responsável, “em dois ou três anos, o solar alcançará o preço do eólico para o mesmo nível de produção de energia”.

Não é por isso de estranhar que grupos como a EDP ou a Galp estejam agora a apostar nesta tecnologia.

“Está na altura de começar a olhar para o solar”, disse o CEO da EDP Renováveis, Manso Neto, na apresentação do plano de negócios para 2015. Aliás, a estratégia da EDP para os próximos três anos passa, exatamente, por investir em novas energias renováveis, entre elas o solar. Não só pelo avanço tecnológico, mas porque é um dos negócios onde se podem criar sinergias com os novos acionistas, a China Three Gorges, explicou o CEO da EDP, António Mexia, na mesma ocasião.

O objetivo é, até 2015, instalar 75 MW de energia solar, mas ainda não está definido onde investir.

Em estudo estão mercados como os Estados Unidos, disse António Mexia, mas sem descartar outros como a África do Sul, o Chile ou o México.

Só Portugal é que não está nos planos de investimento até porque o Governo congelou todos os novos projetos de renováveis e o solar, que sempre teve uma tarifa mais alta (o preço que o Executivo paga às empresas pela produção de energia), porque a tecnologia era cara.

Ainda assim, de acordo com Hélder Serranho, “hoje, as tarifas do solar são cinco vezes mais baixas que as primeiras que rondavam os 250 euros por mwh”, pelo que “seria interessante olhar para isto quando voltasse a ser preciso construir novas centrais de energia”.

Além das grandes centrais solares, a EDP está também envolvida nesta área numa lógica de prestação de serviços.

Há poucas semanas, a elétrica assinou com a Transtejo um acordo para a instalação de um parque solar na cobertura da estação fluvial do Cais Sodré, uma parceria que pode vir a ser alargada a outros edifícios da empresa de transportes fluviais.

Este é também o tipo de obras que a Galp tem vindo a desenvolver na área. “Queremos fazer muitos projetos destes”, disse o CEO da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, na inauguração da central do parque de estacionamento da EMEL, empresa de estacionamento de Lisboa, ao pé do Castelo de São Jorge.

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