Trabalho híbrido. Microsoft dá três dicas para minimizar impacto em colaboradores e líderes

Tecnológica lançou o relatório "Work Trend Index Pulse Report - "Hybrid Work Is Just Work. Are We Doing It Wrong?" para perceber como empresas e funcionários encaram este modelo de trabalho.

O modelo de trabalho híbrido está a criar desunião entre colaboradores e empregadores, já que os dois grupos tendem a não concordar no que diz respeito a produtividade, autonomia e os benefícios da flexibilização, assim como o papel do escritório no desempenho profissional.

Estas são as conclusões do relatório "Work Trend Index Pulse Report - "Hybrid Work Is Just Work. Are We Doing It Wrong?" da Microsoft. O documento, que foi levado a cabo com dados de mais de 20 mil pessoas entrevistadas, em 11 países, numa análise de triliões de sinais de produtividade, frisa que é necessária uma nova abordagem "que reconheça que o trabalho já não é apenas um lugar, mas uma experiência que precisa de transcender o tempo e o espaço - permitindo aos colaboradores permanecer empenhados e conectados, independentemente do local em que estejam".

Paula Fernandes, diretora de Colaboração e Produtividade na Microsoft Portugal, diz que os líderes devem ter em mente o impacto do trabalho híbrido nos seus colaboradores, esclarecer as componentes que realmente importam e ouvir suas necessidades individuais. "Os dados reforçam que precisamos urgentemente de uma nova abordagem para o envolvimento dos colaboradores, que agregue a força de trabalho digitalmente conectada e distribuída, realinhe os colaboradores às necessidades de negócio e os reintegre na cultura e missão das organizações", desafia.

Assim, e como explica a Microsoft em comunicado, o Work Trend Index lança três medidas que visam auxiliar os líderes. A primeira é "acabar com a paranoia da produtividade". Enquanto 87% dos colaboradores afirmam ser produtivos no trabalho, 85% dos líderes dizem que a mudança para o trabalho híbrido criou um desafio de confiança. Para que este hiato desapareça é necessário existir clareza quanto aos objetivos da empresa e eliminar tempo improdutivo. É também necessário ouvir os que dizem os colaboradores. "57% das empresas raramente, se é que alguma vez (o fizeram), recolhem o feedback dos colaboradores", revela a Microsoft.

A segunda "dica" é "aceitar que as pessoas vão ao escritório umas pelas outras". De acordo com as repostas ao Work Trend Index, 73% dos colaboradores dizem que ir ao escritório só pelas expetativas da empresa não é razão suficiente. No entanto teriam motivação para se deslocarem se "pudessem socializar com os colegas de trabalho (84%) ou reconstruir laços de equipa (85%)". Apesar destes dados, também é referido que a comunicação digital é "crucial para manter as pessoas conectadas dentro e fora do escritório".

E, a terceira sugestão é, "re-recrutar" os colaboradores". Apesar de 55% dos funcionários declararem que podem melhorar as suas prestações e desenvolverem novas competências é mudando de empresa, a verdade é que, declaram também que "ficariam mais tempo na sua organização se fosse mais fácil mudar de funções internamente (68%) ou se pudessem beneficiar mais da aprendizagem e do apoio ao desenvolvimento (76%)".

De forma a enfrentar estes desafios a Microsoft lança novas funcionalidades na plataforma, Microsoft Viva, para ajudar as empresas a proporcionar uma experiência otimizada nas formas de trabalhar. Estas novas funcionalidades estarão disponíveis no início de 2023.

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