Acordo do G7 pode deixar Amazon de fora do novo imposto, dizem especialistas

Especialistas ouvidos pelo The Guardian deixam o alerta.

A Amazon pode escapar do pagamento dos novos impostos corporativos a nível mundial que as sete maiores economias mundiais (o G7) assinaram este fim de semana, a menos que os líderes mundiais consigam ainda tapar o que é considerado um enorme buraco num acordo global histórico, alertam alguns especialistas.

O acordo do G7 promete fazer com que as empresas paguem uma percentagem dos lucros (15%) em mercados onde realizam grandes vendas, além de estabelecer um imposto mínimo global sem precedentes.

No entanto, o que o comunicado dos ministros do G7 refere é que os novos impostos aplicam-se apenas às empresas que tenham um "lucro superior a uma margem de 10% para as maiores e mais lucrativas empresas multinacionais", uma restrição que deverá excluir a Amazon, indicam especialistas ouvidos pelo The Guardian.

A Amazon tem um valor de mercado de 1,6 biliões de dólares mas a margem de lucro em 2020 foi de apenas 6,3% e a empresa de Jeff Bezos costuma apresentar margens de lucro muito baixas, em parte porque reinveste o valor amealhado, e em parte para ganhar participação de mercado.

Richard Murphy, professor visitante de contabilidade na Sheffield University Management School, explica ao The Guardian que o limite de lucros de 10% era "inapropriado" devido aos diferentes modelos de negócios para diferentes empresas e acrescenta que as abordagens atuais para relatar os lucros em cada país são "facilmente manipuladas".

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