Apple anuncia quatro novos iPhone 12. Do mini ao Max, têm 5G, novo design e preço desde €829

Quatro novos iPhone, com novo design e a prometer 5G e vidro mais resistente do que nunca são as apostas da Apple. Também há um novo HomePod mini. O que deve saber.

"É o princípio de uma nova era para o iPhone, vamos incluir o 5G em todos os novos modelos". Foi assim que Tim Cook, o CEO da Apple que substituiu definitivamente o malogrado Steve Jobs em 2011, anunciou ao mundo os quatro novos modelos que compõe o ramalhete do iPhone 12.

Há assim o 12 mini (com ecrã de 5,4 polegadas e que será o telefone 5G premium mais pequeno do mundo), o 12 (ecrã 6,1"), o 12 Pro e o 12 Pro Max (com o maior ecrã de sempre, 6,7"). A nível de tamanho e peso, o 12 e 12 Pro são agora iguais (mais pequenos e leves do que o 11 anterior, embora com o mesmo tamanho de ecrã).

A Apple propõe-se em trazer a melhor experiência 5G para os seus modelos, mas alterou também o design dos iPhone, especialmente nas extremidades, agora retilíneas à semelhança do que acontecia nos antigos iPhone 5 e também é usado nos recentes iPad Pro.

Cook congratou-se pelo sucesso em 2020 do iPhone 11: "desde que foi lançado que é o smartphone mais popular no mundo" e logo chegaram as promessas de menor latência e maior rapidez com o 5G, que "até ajuda a ter maior privacidade porque torna desnecessária conexão a Wi-Fi desconhecidas, como fazemos tantas vezes".

O novo iPhone 12, desde logo, é 11% mais fino, 16% mais leve e 15% mais pequeno do que o iPhone 11 atual e tem um ecrá OLED com o dobro dos píxeis. Há também novas cores disponíveis e um novo material usado no ecrã chamado Ceramic Shield, em que a Apple promete que torna o ecrã muito mais resistente. "Tem 4x mais hipóteses de sobreviver se cair".

Outra novidade é a utilização de software associado ao 5G, o Smart Data Mode, que desliga o 5G sempre que o iPhone "não precisa dessas velocidades e usa 4G para poupar bateria".

O novo processador A14 bionic permite terá 11,8 mil milhões de milhões de transístores promete ainda o dobro da performance do anterior, com a utilização de uma arquitetura de nova geração.

A maior desilusão nos preços para Portugal é o modelo mini, com ecrã de 5,4 polegadas, que é bem mais caro do que anunciado nos EUA: começa nos 829 euros (nos EUA é nos 699 dólares) e tem apenas 64GB de armazenamento.

Os modelos anteriores da Apple descem de preço. O iPhone SE, lançado em abril, passará a ser o modelo mais barato da linha, a partir de 399 dólares (em Portugal ainda custa 499 euros, mas é provável que desça nos próximos dias tal como nos EUA). Já o iPhone 11, por exemplo, passa a ter um preço base de 599 dólares (em Portugal está nos 711 euros).

O analista português da consultora internacional IDC, Francisco Jerónimo, explica-nos que os anúncios da Apple mostram o foco da empresa e tornar os produtos "mais acessíveis, rápidos e em constante inovação", admitindo que com a chegada "em força" da empresa californiana aos modelos 5G, a tecnologia e os seus benefícios podem começar a proliferar de forma mais ampla e fácil.

A Apple indica ainda que as novas câmaras do iPhone, que incluem uma câmara Ultra Wide, vão ter um melhor desempenho mesmo em ambientes escuros. A tecnológica explica que o modo noturno "está ainda melhor" devido às novidades na área computacional. A possibilidade de fazer time-lapse em modo noturno está agora disponível e a câmara telefoto permite agora zoom ótico total de 5x no 12 Pro Max (e 2x no 12 Pro). Os modelos 12 e 12 mini só têm duas câmaras (a grande angular e a normal - embora a Apple indique que está agora disponível zoom ótico de 2x para afastar).

A câmara ultrawide dos modelos Pro tem não só um sensor maior mas também uma abertura de 1.6 - a Apple indica que isso permitirá ter até mais 87% de luz em ambientes mais escuros.

A gravação vídeo HDR fica agora disponíveis nos novos modelos. São 12 milhões de cores capturadas e uma capacidade que a Apple promete ser ao nível dos profissionais do cinema. O 12 Pro terá a primeira câmara com Dolby Vision HDR num telefone, dando mais detalhes em cada frame na gravação em 4K e 60fps. E também há edição de vídeo Dolby Vision disponível no novo modelo.

Já o Apple ProRAW é uma nova ferramenta para dar mais capacidade de edição aos fotógrafos profissionais.

A tecnologia LiDAR (mais associada aos carros autónomos, funcionando como uma espécie de radar) passa a estar nos modelos Pro, que vão ter um scanner desse tipo. Em linhas muito gerais, é explicado que esta tecnologia tem em conta a forma como a luz reflete nos objetos e permite fazer várias coisas, desde mapear uma divisão ou melhorar a capacidade de focagem em ambientes com menos luz.

A Apple refere que a combinação das câmaras com este scanner permitirá "ter acesso a um novo mundo de possibilidades na área da realidade aumentada".

Há ainda o novo sistema Magsafe, que 'alimenta' as novas capas que permitem "colar-se" ao iPhone novos acessórios por imãs, para tirar e por facilmente, algo que abre caminho para novos acessórios não só da Apple como de outras marcas.

Lisa Jackson, que lidera a área ambiental da Apple, surgiu no telhado do quartel-general da Apple para falar sobre questões ambientais. Os próximos telefones da Apple chegarão ao consumidor sem auriculares ou carregador na caixa. A empresa defende que o motivo são "questões ambientais".

Tirar estes acessórios permite fazer caixas mais leves e permite à Apple uma redução considerável das emissões de carbono na questão logística.

Tim Cook também anunciou uma nova coluna inteligente para a casa. O HomePod original não arrancou nas vendas e a Apple lança agora a versão Mini, com dimensões mais reduzidas e integrada com a assistente digital Siri. A empresa refere que apostou em "qualidade de som", "inteligência" e "segurança e privacidade". Nos EUA custará 99 dólares e é chega em novembro, mas não se sabe se Portugal está na lista.

Com o novo modelo fica ainda disponível uma nova funcionalidade chamada Intercom. Os utilizadores podem gravar mensagens que são transmitidas para outros dispositivos que estejam na mesma casa - um smartwatch, AirPods ou mesmo outras colunas. Mais uma vez, a tecnológica reforça a ideia de um ecossistema de produtos.

Pode ver aqui o Liveblog com todo o evento da Apple

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