Apple prolonga isenção das comissões cobradas a aplicações com cursos "online"

A isenção estende-se assim até 30 de junho de 2021, permitindo que os cursos "online" economizem os 30% de comissão que são normalmente cobrados pela Apple.

A Apple fez mais uma cedência na disputa que enfrenta com empresas que promovem cursos pagos "online" a particulares através de dispositivos da gigante tecnológica, e prolongou a isenção das comissões cobradas até junho de 2021.

"As apps que promovem eventos "online" pagos e em grupo ao vivo devem fazê-lo através de compra na nossa plataforma, segundo as nossas regras (...) mas suspendemos essa exigência", destacou hoje a empresa norte-americana, através de um comunicado.

A isenção estende-se assim até 30 de junho de 2021, permitindo que os cursos "online" economizem os 30% de comissão que são normalmente cobrados pela Apple, noticia a agência AFP.

Várias empresas que desenvolvem aplicações, como a Epic Games, produtora do famoso videojogo Fortnite, a Spotify

ou a Match Group , estão contra o "imposto da Apple", que consideram alto e injusto.

A empresa fabricante do iPhone tem respondido constantemente às críticas lembrando que os custos são necessários para garantir o bom funcionamento da sua plataforma de download , e em concreto da segurança do sistema de pagamento.

Na semana passada a Apple já tinha feito uma grande concessão, reduzindo para metade a comissão cobrada a pequenas empresas de desenvolvimento de aplicações, que representam a maioria, segundo a gigante norte-americana.

A partir de 01 de janeiro de 2021 a comissão pode ser reduzida para 15% nas vendas de aplicações na App Store, bem como nas compras de produtos e serviços digitais dentro das aplicações, para empresas que não tenham ultrapassado um milhão de dólares de lucro, após aplicadas estas taxas, no ano passado.

A Epic Games, que em agosto tinha tentado contornar o sistema de pagamento da Apple, e, desta forma, o pagamento das taxas obrigatórias, viu o videojogo Fortnite ser banido da App Store.

As duas empresas caminham agora para um julgamento que pode acontecer em julho de 2021.

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