Como a tecnologia transforma a voz em peças de arte

Inovação e criatividade são características abundantes na cimeira tecnológica que hoje termina. No espaço da Siemens, a empresa instalou um cubo mágico que surpreende os visitantes e contribui para uma causa solidária.

Aliar a inovação tecnológica à arte e solidariedade está na origem da instalação Cube, da Siemens, um cubo de grandes dimensões que permite transformar as vozes do público em obras artísticas. "As pessoas podem literalmente falar para um microfone, que depois transforma a voz em arte. É único", explica ao Dinheiro Vivo a Strategic Communications Manager. Além desta instalação criada em parceria com a agência Jack Morton, a multinacional firmou parceria com a plataforma Ubbo - Aprender a Programar para oferecer computadores portáteis a escolas públicas portuguesas. Apesar do número final de unidades não estar, ainda fechado, Mirjam Laubenbacher diz "são cerca de 100 computadores que queremos doar".

"Dizemos que todos podem transformar o dia a dia, todos têm uma voz e foi assim que nos juntámos a uma associação em Portugal para dar voz às crianças, no sentido de as ajudar a programar", explica. A ideia é que, através da associação à Ubbo, crianças e jovens entre os 6 e os 12 anos tenham oportunidade de aprender a linguagem do futuro, a programação. "Atingimos o nosso objetivo [de interações] em apenas cinco horas no primeiro dia de Web Summit", revela, detalhando que a meta era conseguir mil interações do público com a instalação.

Sobre as soluções que alimentam este cubo gigante, Laubenbacher diz que na sua base está "software que criámos de propósito para a Web Summit", que junta "o trabalho de excelentes programadores da Jack Morton", a agência que já foi responsável por vários momentos de abertura e encerramento em diferentes edições dos Jogos Olímpicos. "É apenas incrível como isto funciona", considera.

O Cube tornou-se a principal atração do espaço da Siemens na cimeira tecnológica por colocar a tecnologia a criar arte em colaboração com seres humanos, ainda que a empresa tenha preparado uma agenda rica em masterclasses ao longo de todo o evento. Esta componente da agenda reservou cinco sessões de formação em áreas tão distintas como o surf ou veículos autónomos. Em paralelo, a empresa promoveu um hackathon dedicado ao futuro das cidades e da indústria, com o título "Future Tech Hack", e cujo vencedor terá a oportunidade de viajar até à Expo 2020 Dubai.

Adicionalmente, a Chief Information Officer (CIO) da Siemens, Hanna Hennig, subiu ao palco Full Stack, esta quarta-feira, para falar sobre as potencialidades de um futuro sem código. "A Codeless Future? The Rise of Low Code/No Code" deu o mote para apresentação, em que a responsável abordou o tema da escassez de talento nas tecnologias de informação e explicou como as plataformas com pouco ou nenhum código podem ser a solução.

Aquela que é apelidada como a maior cimeira tecnológica do mundo termina esta quinta-feira, dia 4, na Altice Arena e nos pavilhões de exposição da FIL.

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