"Economia Salesforce" pode criar mais de 11 mil empregos em Portugal

Estudo da IDC aponta para potencial de criação de receitas para empresas nacionais de mil milhões de euros até 2026

"A Salesforce é mais que um negócio, é uma economia", disse o CEO da empresa, Marc Benioff, no arranque da conferência anual Dreamforce, que decorre em São Francisco até quinta-feira. Um novo estudo da IDC traduz agora essa ideia em números: segundo as previsões da consultora, a "economia Salesforce" tem o potencial de criar 11.100 empregos em Portugal e gerar até mil milhões de euros de receitas para as empresas nacionais, num horizonte até 2026.

Só este ano, o relatório da IDC indica que a utilização da plataforma Salesforce e os seus serviços na nuvem irá gerar 420 milhões de euros em Portugal, através do ecossistema de parceiros e utilizadores. A firma de pesquisa identifica a "economia Salesforce" como a pegada da empresa e o seu ecossistema de parceiros na economia, em larga escala. Isto é, desde a faturação gerada aos empregos criados direta e indiretamente, bem como outros serviços.

A fornecedora norte-americana abriu escritório em Lisboa no ano passado e agora o seu ecossistema de parceiros é cinco vezes maior que a própria dimensão da empresa no país. Em 2026, será sete vezes maior, segundo a IDC.

"À medida que a Salesforce cresce, os nossos parceiros crescem connosco e estamos totalmente comprometidos com o nosso ecossistema de parceiros, dotando-os com as ferramentas certas que mais precisam para terem sucesso hoje e no futuro", disse o responsável da Salesforce em Portugal Fernando Braz, em comentário sobre os dados deste relatório.

Na conferência Dreamforce, um dos destaques da multinacional especializada em CRM (Customer Relationship Management) é a apresentação de novas ferramentas Slack para as empresas criarem "sedes digitais." A pandemia de covid-19 continua o alterar os padrões de trabalho e Marc Benioff falou detalhadamente do seu impacto no mercado laboral.

"Nunca tivemos uma crise da força de trabalho como esta", declarou o CEO, referindo-se aos múltiplos problemas que as empresas estão a ter para contratarem pessoas, em especial no sector dos serviços, e àquilo a que nos Estados Unidos se está a chamar de "great resignation", uma enorme onda de demissões transversal ao mercado. A flexibilização do trabalho e os modelos híbridos, que combinam a ida ao escritório com o trabalho remoto, são o ponto focal das novidades que a Salesforce tem estado a apresentar.

Na sua visão, as ferramentas que a Salesforce e a Slack (adquirida no final de 2020) dão às organizações cientes permitirão passar à próxima fase. "O negócio é a maior plataforma condutora de mudança", afirmou Benioff. "Bem vindos à empresa confiável."

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