Elon Musk: criptomoeda "não é a segunda vinda do messias"

O patrão da Tesla e da SpaceX, cujos tweets já influenciaram a cotação de várias criptomoedas, disse que não é um grande especialista no assunto

Há já algum que os movimentos de Elon Musk e da sua empresa Tesla têm tido impacto na cotação de várias criptomoedas, incluindo tweets, investimentos e o facto de a empresa ter passado a aceitar pagamentos com bitcoin. Mas o milionário desvalorizou o seu papel e o próprio elevado perfil destas moedas digitais durante um painel na conferência de tecnologia Code, que decorre esta semana de forma presencial em Los Angeles.

"Não diria que sou um enorme especialista em cripto", afirmou Musk, entrevistado por Kara Swisher na conferência. "Há algum valor na criptomoeda. Não me parece que seja a segunda vinda do messias", sublinhou.

"A criptomoeda vai reduzir os erros e a latência nos sistemas monetários de legado", considerou. "As pessoas devem pensar em qualquer tipo de sistema monetário como um fluxo de informação."

Na sua opinião, os legisladores devem deixar este segmento intacto e resistir à tentação de regular, uma vez que "é possível que os governos façam abrandar o seu desenvolvimento."

Sobre a forma como a China está a tentar controlar as moedas digitais, o CEO da Tesla disse que "a criptomoeda tem como propósito reduzir o problema dos governos centrais e a China não gosta disso."

Mas Swisher argumentou que Elon Musk tem provado deter mais poder para fazer flutuar a cotação de criptomoedas que o país asiático, por vezes apenas com publicações no Twitter. "Se o valor sobe, então isso é bom", respondeu o empresário, comentando que não receia que as suas publicações - por vezes controversas - naquela rede social venham a chamar a atenção dos reguladores.

"Há pessoas que usam a arte para se expressarem, eu uso o Twitter", gracejou. "Se calhar estou bêbedo o suficiente e escrevo. Ou quero dar um tiro no pé. Dar um tiro no pé descreve alguns dos meus tweets", reconheceu.

Porque não foi Elon Musk ao espaço com a SpaceX?

Na semana passada, a SpaceX realizou a primeira missão orbital com uma tripulação totalmente composta por civis, contrastando com as mediáticas viagens dos multimilionários Jeff Bezos e Richard Branson em julho.

"O meu objetivo não é viajar para o espaço, é abrir o espaço para a Humanidade", disse Elon Musk, explicando porque é que não fez o mesmo que os patrões da Blue Origin e Virgin Galactic.

Musk disse que irá fazê-lo no futuro, sem especificar quando ou que condições quer ver reunidas. Também direcionou uma crítica velada aos concorrentes da SpaceX cujos voos são suborbitais: "alguns dos outros deram um bom passo na direção da órbita", gracejou.

Ainda assim, Musk considerou serem investimentos importantes: "É bom que estejam a gastar dinheiro no avanço da exploração espacial."

O visionário, que tem um projeto para estabelecer uma base na lua e criar uma civilização em Marte, disse que é na ida para o planeta vermelho que está a concentrar mais do seu tempo neste momento.

"Para que Marte tenha uma civilização autossustentável, viajar para lá tem de ter um preço acessível", frisou.

Musk também disse que a utilização de termos como "turismo espacial" de forma pejorativa é redutora, visto que ir à Lua "não é como ir à Disneylândia."

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