"EUA não estão preparados para defender-se ou competir na era da IA", aponta grupo de peritos

A Comissão de Segurança Nacional para a Inteligência Artificial, órgão que integra o antigo CEO da Google Eric Schmidt, aponta que o país não está preparado para competir na era da inteligência artificial.

Num relatório conhecido esta terça-feira, os peritos da Comissão de Segurança Nacional para a Inteligência Artificial (IA) dos Estados Unidos (NSCAI) consideram que as competências do país na área da IA estão aquém do necessário, nomeadamente na área da defesa e competição.

"A América não está preparada para defender-se ou competir na era da IA", indica o grupo de peritos no relatório final. Eric Schmidt, antigo CEO da Google, é o responsável pelo grupo, que integra outras personalidades de renome da área da tecnologia, como Safra Catz (Oracle), Eric Horvitz (Microsoft) ou Andrew Jassy, que assumirá a liderança da Amazon daqui a alguns meses.

"Os americanos ainda não perceberam quão profundo será o impacto da revolução da inteligência artificial na nossa economia, segurança nacional e bem-estar", escrevem Eric Schmidt e Robert Work no início do relatório.

Para estes peritos, a IA "será a ferramenta mais poderosa em gerações para o benefício da humanidade", notando que já foram feitos progressos significativos em campos como a biologia ou medicina através da IA.

No entanto, este grupo considera que o governo dos EUA está longe de estar preparado para inteligência artificial, apontando que, até 2025, entidades como o Departamento de Defesa devem estar preparados para usar esta tecnologia IA.

Além de lançarem o desafio a Joe Biden para alavancar o uso desta tecnologia, o relatório também pede à administração que aumente significativamente o investimento alocado à investigação e desenvolvimento IA, propondo um valor anual que ronda os 32 mil milhões de dólares por ano até 2026.

A disputa com China e Rússia

Num extenso relatório de 756 páginas, que resulta de trabalhos iniciados ainda em 2019, este grupo refere que os EUA devem envolver-se mais na disputa pela IA, apontando rivais como a China e a Rússia.

Mencionando "uma competição de valores", o grupo aponta que "o uso doméstico que a China faz da IA é um precedente arrepiante para qualquer pessoa no mundo que valoriza a liberdade individual", notando que o uso desta tecnologia tem estado associado a "repressão e vigilância".

Os dois principais responsáveis pelo grupo escrevem ainda que este relatório apresenta "uma estratégia de defesa contra ameaças IA, um uso responsável de IA para a segurança nacional e para ganhar uma disputa tecnológica mais alargada para o bem da nossa prosperidade, segurança e bem-estar".

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