Facebook continua a crescer mas receitas ficam abaixo do previsto

Os resultados da empresa no terceiro trimestre fiscal foram mistos, espelhando o impacto negativo das mudanças efetuadas pela Apple

O terceiro trimestre fiscal, findo a 30 de setembro, trouxe boas e más notícias para os investidores do Facebook. Por um lado, o crescimento de 35% nas receitas, para 29 mil milhões de dólares, ficou ligeiramente abaixo do que o mercado antecipava. Por outro, a empresa continuou a crescer a sua base de utilizadores, apesar dos problemas com que tem lidado em termos de escrutínio político e denunciantes.

Neste período, os lucros subiram 17% para 9,2 mil milhões de dólares, o que também ficou acima do que o mercado previa. O mesmo aconteceu com os utilizadores: a gigante conseguiu um crescimento de 12% nos utilizadores ativos das suas aplicações (Facebook, Instagram e WhatsApp) e superou as expectativas dos analistas. As redes detidas pela empresa de Mark Zuckerberg têm agora 2,81 mil milhões de utilizadores diários e 3,58 mil milhões de utilizadores mensais.

Na conferência com analistas que se seguiu à apresentação de resultados, o CEO referiu o bom desempenho no crescimento da comunidade enquadrando a desaceleração das receitas no contexto das mudanças feitas pela Apple no seu mais recente sistema operativo móvel.

"Como esperado, experimentámos ventos contrários em termos de receitas neste trimestre, incluindo o impacto das mudanças da Apple que não estão a afetar apenas o nosso negócio, mas o de milhões de pequenas empresas no que já é um momento económico difícil para elas", afirmou Zuckerberg. "Esperamos poder navegar estes ventos contrários ao longo do tempo com os investimentos que estamos a fazer hoje.

A Apple tomou uma série de medidas no iOS 15 para limitar a capacidade do Facebook e apps terceiras de seguirem as atividades dos consumidores, o que está a dificultar a personalização de anúncios na rede social.

A diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, disse que as mudanças têm impacto na forma como a empresa define os alvos dos anúncios e como mede a sua eficácia.

"Estamos a desenvolver tecnologias focadas na privacidade para minimizar a quantidade de informações que processamos ao mesmo tempo que permitem que os anúncios sejam relevantes", disse a executiva.

Mark Zuckerberg, que endereçou a controvérsia provocada pelos "Facebook Papers", disse que a empresa está focada na primazia dos vídeos e que os Reels do Instagram já são quase tão importantes em termos de envolvimento dos consumidores como as Stories. O Instagram irá concentrar-se sobretudo na faixa dos "jovens adultos", disse Zuckerberg, embora dizendo que as mudanças que estão a ser planeadas levarão anos, não meses, a executar em pleno.

Zuckerberg falou também dos investimentos que a empresa está a fazer no "metaverso", que o CEO considera ser o próximo grande desenvolvimento do futuro, que irá substituir a internet móvel.

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