França e Holanda juntam esforços e pedem mais supervisão às tecnológicas por parte de Bruxelas

França e Holanda unem esforços e pedem mais ação e medidas relativamente à atividade das grandes tecnológicas em solo europeu.

Através de uma declaração conjunta, Cédric O e Mona Keijzer, responsáveis pelas pastas ligadas aos temas da digitalização em França e na Holanda, respetivamente, apelam a Bruxelas para que seja criada uma nova figura que supervisione e regule a atividade das big tech, nomeadamente o Facebook ou a Google.

Para os dois responsáveis, esta nova autoridade poderia atuar como uma figura que poderia prevenir as tecnológicas de criar entraves a outras empresas, especialmente aquelas com menores dimensões.

"Estas plataformas podem limitar a entrada de novas empresas e limitar a liberdade de escolha dos consumidores e empreendedores", escreve a secretária de Estado holandesa para os temas económicos e clima.

Já Cédric O, que em França tem a seu cargo a pasta da transição digital e comunicações eletrónicas, pede a Bruxelas que possa ser criado um enquadramento para "abordar a pegada deste tipo de atores na economia europeia e poder dividi-los (break them up)".

"Dividir estas empresas não é um valor absoluto mas poderá ser o resultado do controlo da concorrência", indica Keijzer.

O documento contém várias medidas e sugestões, incluindo que as big tech têm de disponibilizar alternativas aos seus serviços, dando possibilidade de escolha ao consumidor.

Ainda assim, esta declaração sublinha que "as plataformas continuam a disponibilizar aos empreendedores e consumidores um grande número de benefícios", mas que, caso não existam alternativas e concorrência no mercado eletrónico, esses benefícios poderão esbater-se.

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