Google Fotos deixa de ser ilimitado na próxima semana

Saiba o essencial sobre a mudança que entra em vigor a 1 de junho

Seis anos depois de ter introduzido o armazenamento ilimitado de fotografias, a Google vai acabar com este serviço tal como tem existido. Até agora, os utilizadores podiam fazer backup gratuito de todas as suas fotografias em alta qualidade, sem limite de espaço, ou guardá-las no tamanho original até atingir o limite de 15GB.

A partir de terça-feira, 1 de junho, o Google Fotos deixa de ter a opção ilimitada em alta qualidade. Eis como o mecanismo vai funcionar: as fotografias e vídeos armazenadas a partir da próxima semana passam a contar para o limite de 15GB gratuitos que a Google oferece a todas as contas. Isto inclui Gmail, Drive e outros serviços.

Quem quiser mais espaço terá de subscrever uma das opções de armazenamento Google One, que começam nos 1,99 por mês por 100 GB e vão até aos 9,99 por 2 terabytes mensais. Todos os planos têm desconto se o utilizador fizer o pagamento anual de uma só vez.

Mas isso não significa que os backups feitos pelos utilizadores até agora vão desaparecer; numa publicação de blogue, o diretor de produto Google Fotos, Andy Abramson, garantiu que todas as fotos e vídeos armazenadas antes de 1 de junho vão ser preservadas e isentas das novas regras.

O responsável também indicou que a conta passará a informar o utilizador de quanto tempo os 15GB irão durar conforme o ritmo a que armazena conteúdos. "Estimamos que mais de 80% de vocês deverão conseguir armazenar cerca de mais três anos de memórias em alta qualidade com os 15GB de armazenamento", apontou Andy Abramson. "À medida que o armazenamento usado se aproximar dos 15GB, vamos notificá-lo na aplicação e depois via email."

Para facilitar a transição, que tinha inicialmente sido anunciada em novembro de 2020, a Google desenvolveu uma ferramenta para ajudar a gerir a quota de armazenamento gratuita que cada conta tem. "Se você quer continuar a usar o Fotos gratuitamente, podemos ajudar", disse Abramson. A ferramenta foi lançada esta semana e aponta fotos ou vídeos que o utilizador pode querer apagar, por exemplo imagens desfocadas, capturas de ecrãs ou vídeos muito pesados.

A mudança deverá dar um impulso ao número de assinantes do serviço Google One, que a empresa lançou em 2018.

Para os utilizadores que armazenam muitas fotos e vídeos, há poucas opções equivalentes que não envolvam uma assinatura paga. A Amazon tem um serviço semelhante, Amazon Photos, mas este só é gratuito para os subscritores do Amazon Prime (que acaba de chegar a Portugal). A Dropbox é uma opção clássica, mas o espaço gratuito é bastante limitado; a Microsoft tem o OneDrive, com 5GB gratuitos e o resto pago; a Apple tem o iCloud com 50GB a 0,99 por mês, 200GB por 2,99 e 2TB por 9,99. Em termos de serviços ilimitados há o Flick Pro, que custa 6,99 por mês ou 5 se o montante anual for pago de uma só vez.

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