Inglaterra vai impor regras mais apertadas ao Google e Facebook

A partir do próximo ano, as duas gigantes tecnológicas vão ter de cumprir regras mais apertadas em Inglaterra. Regulador britânico quer impor práticas que promovam a concorrência.

Em 2021, a CMA, o regulador britânico responsável pelo mercado e concorrência, irá aplicar um novo código à atividade da Google e Facebook. De acordo com a Reuters, estas novas regras mais apertadas para as gigantes tecnológicas querem promover a concorrência, evitando que empresas mais pequenas possam ver a atividade mais dificultada ou que, em último caso, os consumidores possam vir a ser prejudicados.

Para analisar a atividade das tecnológicas no país foi criada uma nova unidade dentro da CMA, a unidade de mercados digitais. As atividades de supervisão arrancarão em abril. Esta unidade terá poder para suspender, bloquear e reverter decisões tomadas pelas tecnológicas. Além disso, também poderá aplicar coimas casos a atividade não esteja em conformidade com as regras da concorrência.

Ao abrigo deste novo código, as empresas precisarão de ser mais transparentes com a forma como os dados dos utilizadores são usados nos serviços que disponibilizam.

Em comunicado, Oliver Dowden, responsável pela pasta da economia digital em Inglaterra, reconhece que é "assumidamente pró-tecnologia" mas que existe "um consenso crescente no Reino Unido e no estrangeiro de que a concentração de poder num número reduzido de empresas tecnológicas está a limitar o crescimento do setor, a reduzir inovação e a ter um impacto negativo nas pessoas e nos negócios que dependem delas".

Tal como acontece noutros mercados, a Google e o Facebook dominam também o mercado da publicidade digital em Inglaterra. De acordo com dados do regulador, as duas empresas representaram no ano passado mais de 80% de um mercado avaliado em 14 mil milhões de libras, cerca de 15,64 mil milhões de euros à conversão atual.

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