O futuro do escritório é híbrido: HP lança nova linha para colaboração e teletrabalho

Pedro Coelho, responsável da HP Portugal, explica o conceito da nova geração de produtos e serviços HP Presence para endereçar os formatos híbridos pós-pandemia

Um ano depois do início da pandemia de covid-19, a Microsoft publicou os resultados do seu primeiro estudo Work Trend Index, que pretende passar a ser anual. Incluindo também trabalhadores portugueses, a pesquisa revelou que 73% dos empregados inquiridos querem ter opções de trabalho remoto.

A primeira edição é, apropriadamente, intitulada "The Next Great Disruption is Hybrid Work - Are We Ready?" (A Próxima Grande Disrupção é o Trabalho Híbrido - Estamos Preparados?"). Muitas empresas não estão, tanto em termos culturais como de infraestruturas. É neste contexto que a HP está a preparar o lançamento de uma linha inteiramente nova virada para a colaboração e o teletrabalho. Chamado HP Presence, este portfólio promete "inaugurar uma nova era de trabalho híbrido." Será lançado em fevereiro de 2022.

"Escutando o feedback dos clientes ao longo dos últimos meses, percebemos que a tecnologia que havia antes do período pandémico não era suficiente para as maiores exigências que agora temos", disse ao Dinheiro Vivo Pedro Coelho, que lidera a categoria de computação pessoal na HP Portugal. "Identificámos a necessidade de introduzir novas tecnologias que otimizassem toda a experiência de colaboração dos utilizadores, quer estivessem no seu computador pessoal e a colaborar remotamente, quer no retorno ao escritório, onde haverá necessariamente mais espaços de colaboração e um maior número de salas de reunião otimizadas para estas experiências."

A expectativa é de que as empresas comecem a reduzir o espaço dedicado a áreas de trabalho individuais e aumentem o espaço reservado para salas de reuniões com várias capacidades - como 2 a 4 pessoas ou 15 a 20. É nestas salas que a HP quer ver instaladas as novas soluções Presence, que podem ser adquiridas em "bundle" ou de forma avulsa, modular e personalizável às necessidades dos escritórios em cada momento.

O foco desta linha, segundo Pedro Coelho, é melhorar a qualidade das comunicações e da colaboração. "O que aprendemos nos últimos meses é que queremos ouvir e ver bem, mas também ser ouvidos e bem vistos", referiu. "São várias soluções introduzidas ao nível de áudio e de vídeo, que vêm dar resposta a essas exigências que todos temos, e complementadas com um conjunto de serviços que não existiam no passado para ajudar os departamentos de informática a fazerem uma melhor gestão dos sistemas de colaboração."

O portfólio inclui o computador HP Presence Mini Conferencing PC, as consolas inteligentes Presence Control, a câmara Presence See 4K AI, o Presence Audio Video Bar e os microfones Presence Hub e Presence Talk Satellite.

"Uma das grandes vantagens desta solução é que ela é extremamente modular, é composta por elementos diferentes", disse Pedro Coelho. "A solução final permite ser bastante personalizada às necessidades de cada organização e dos seus escritórios."

Por outro lado, frisou, os departamentos informáticos poderão geri-la como mais um equipamento do seu parque e não um elemento estranho, tendo ao dispor ferramentas analíticas que darão informação sobre o estado do PC e dos acessórios - por exemplo, dando um pré-aviso de falha do disco ou do computador, informação sobre o comportamento térmico do equipamento ou sobre a necessidade de fazer updates de firmware.

Há ainda duas componentes que se tornaram ainda mais prementes no último ano e meio, a segurança e a privacidade. Esta linha tem embebida de raiz a HP Wolf Security, para proteger as comunicações, e várias funções de privacidade, como o desligar automático da câmara quando o sistema deteta que não está a decorrer qualquer reunião.

O "timing" de lançamento, acredita a HP, vai coincidir com um ciclo de renovação das soluções de colaboração nas empresas portuguesas que não aconteceu no ano passado, ao contrário do sucedido com as ferramentas adquiridas quando os empregados ficaram a trabalhar de casa.

"Com o modelo híbrido a implementar-se, vemos já as organizações a redesenharem os escritórios para terem mais espaços de colaboração e menos espaços individuais", indicou Pedro Coelho. "Deverá haver muito mais salas de reuniões e será necessário equipar com tecnologias de colaboração estes novos espaços. É aí que, antecipando este redesenho dos escritórios, entramos com esta oferta que depois se adapta conforme as dimensões."

Ainda sem preços finais para as soluções que serão introduzidas, a HP Portugal iniciou um programa de especialização dos parceiros para possam fazer a sua instalação junto dos clientes.

Portugal está pronto para o trabalho híbrido?

Ao contrário dos Estados Unidos, onde o conceito de nómadas digitais e o trabalho remoto estão bem disseminados, Portugal continua a ter uma cultura de trabalho muito presencial. A pandemia de covid-19 obrigou muitas empresas a operar de forma diferente e agora será precisa uma adaptação para que as tendências do trabalho híbrido vinguem.

"O primeiro passo, mais que tecnológico, é cultural", considerou Pedro Coelho. "Um desafio que nós temos é conceber este conceito de ter as pessoas que estão parcialmente fora do escritório, fora da linha de vista, e dar-lhes a responsabilidade de poderem gerir o seu horário e perceber que não é por fixar horários que garantimos maior produtividade", frisou. "Portugal terá aí um desafio."

Este desafio choca com o que as novas gerações de trabalhadores querem - sobretudo opções e flexibilidade - e com a necessidade de atrair e reter talento.

"As gerações dos Millennials e os nativos digitais não estão habituadas a ir todos os dias ao escritório e vão dar preferência às organizações que lhes derem esta flexibilidade", afirmou Pedro Coelho. "A atratividade das organizações é um argumento que hoje em dia não se pode descurar e acabará por fazer pressão sobre a empresa", continuou, "para que se apetreche tecnologicamente para dar boas condições de colaboração em casa e atrair os recursos a irem ao escritório, onde terão acesso a estas soluções que otimizam a experiência de colaboração." Num momento em que a escassez de talento na tecnologia é um problema transversal, a adesão a modelos de trabalho híbridos pode ser chave para as empresas que querem contratar e reter os seus profissionais.

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