O que vale o iPhone 12 Pro, um rei de aço com design de 2012?

Desde 2017, com o iPhone X, que a Apple não lançava um modelo tão diferente. Veja a nossa review ao novo iPhone 12 Pro, onde colocamos em cima da mesa telemóveis recentes para mostrar a diferença de formato e, também, o antigo iPhone 5 que inspira o novo modelo da Apple.

A Apple mudou o aspeto estético dos seus novos iPhone 12, colocou 5G e acrescentou à gama de tamanhos um modelo mais pequeno, o Mini. Nesta review sobre o iPhone 12 Pro, um modelo que cresceu em tamanho de ecrã face ao 11 Pro do ano passado - tem agora 6,1" de ecrã - explicamos o que mais significativo há a registar neste novo modelo e a forma como é será demasiado semelhante ao mais barato 12 para que muitos gastem mais de 100 euros de diferença.

O iPhone 4 estreou na Apple o formato retilíneo em 2010, melhorado em 2012 com o iPhone 5 e atualizado em 2016 com o iPhone SE. O design com linhas retas nas extremidades e, no caso do 12 Pro, a utilização do mais resistente (mas afoito a dedadas) aço inoxidável, acabou por ser uma boa surpresa. Não comprometeu o conforto em segurar na mão, mostra um design moderno e diferente dos rivais, que até remete para 2012.

A traseira de vidro fosco é um dos argumentos a favor do 12 Pro em relação ao 12 (é menos afoita a dedadas), tal como melhores funcionalidades nas câmaras (inclusive o sistema LIDAR que será útil para realidade aumentada), especialmente em vídeo e a possibilidade de ter zoom ótico de 2x e zoom digital de 10x - no 12 só existe zoom digital de 5x. Em sentido contrário, o 12 tem ligeiramente mais autonomia de bateria, é 25 gramas mais leve - embora o peso do 12 Pro nunca seja um incómodo - e é bem mais barato, começa nos 929 euros (com 64 GB), contra 1179 euros no 12 Pro (de 128 GB).

A resistência superior do ecrã - que leva agora um escudo "cerâmica", como diz a Apple -, parece convincente e dar maior resistência aos novos iPhone. O que faz pouco sentido é não trazer carregador, nem auscultadores e torna-se ainda pior quando o cabo incluído não dar para utilizador com os transformadores anteriores dos iPhone (porque é USB-C para Lightning Bolt).

Em tempos de pandemia, com o uso de máscaras generalizado, também parece ficar a faltar o desbloqueio com impressão digital - falou-se numa solução na parte lateral do smartphone que não surgiu. O ecrã de 60Hz também podia estar ao nível dos rivais, já com 90Hz ou 120Hz, mesmo não sendo um tema determinante, mas que em jogos e outras experiências faça a diferença em fluídez.

O 5G presente é uma característica útil para o futuro, para que quem compre agora não tenha um telefone demasiado atualizado daqui a dois anos, mas também pelo menos a nível europeu, não é um argumento de compra determinante.

O 12 Pro não será o mais vendido iPhone destes novos da lista - aí será o 12 (embora o 12 Mini também deverá ter bastantes interessados) -, mas a nova geração de iPhone promete ser recordista em vendas. Vários analistas estimam que o novo iPhone 12 pode-se tornar na geração mais vendida do iPhone.

O preço dos novos iPhone começa nos €829 com o 12 Mini (chegou a semana passada); o 12 Pro custa €1179.

O MELHOR

- O novo design, mais retangular, foi uma boa surpresa. Confortável q.b. e agora com ecrã de 6,1"

- Preparado para o futuro e se manter atual durante dois anos, com 5G e câmara LiDAR (que ajuda na realidade aumentada)

- Câmaras notáveis em situações normais (melhoraram em situações com pouca luz)

- O melhor vídeo em smartphone em qualidade global

- O ecrã mais resistente

-O processador ultrarápido A14 Bionic

- Sistema de ímanes Magsafe permite uma panóplia de novos acessórios

O PIOR

- Falta de carregador na caixa (e o fio que traz não serve para os carregadores anteriores)

- Bateria chega muito bem para um dia inteiro mas ainda não está ao nível dos rivais

- Zoom ótico e digital das câmaras fica aquém de rivais da Samsung e Huawei

- 5G ainda não serve para nada em Portugal

- O que tem de melhor face ao iPhone 12 não justifica o preço tão elevado para a maioria

- O ecrã OLED de 60Hz é muito bom, mas com 90Hz podia ser melhor

(O iPhone 12 Pro testado foi cedido pela Vodafone Portugal)

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