Plataforma de aparelhos eletrónicos recondicionados de olho nos alunos

O material escolar dos estudantes já não se limita aos cadernos, lápis e canetas. Portáteis, tablets e smartphones já fazem parte da lista. Atenta a esta tendência, há uma empresa que disponibiliza estes produtos com descontos até 70%.

A francesa Back Market, plataforma de aparelhos eletrónicos recondicionados, quer conquistar os estudantes portugueses e, para isso, apresenta três argumentos imbatíveis: qualidade, baixo preço e sustentabilidade. A empresa, que já obteve o título de unicórnio (está avaliada em mais de mil milhões de euros) estreou-se recentemente em Portugal, com uma oferta que se estende dos telemóveis, tablets e portáteis a eletrodomésticos e televisões, entre vários outros produtos. Os recondicionados são artigos em segunda mão, que foram sujeitos a reparação, favorecendo a economia circular, e que na plataforma são vendidos com um desconto entre 30 a 70% face ao preço de um novo.

"O impacto global do digital representa 4% das emissões globais de CO2 e a produção de eletrónica é responsável por quase metade deste valor, mas o regresso às aulas e a compra associada de tecnologia não precisam de contribuir para o aumento destes números", diz Thibaud Hug de Larauze, co-fundador & CEO. Para este empreendedor, que já cativou o interesse de grupos internacionais como a Goldman Sachs, Generation IM, General Altantic ou Groupe Arnault - hoje acionistas da empresa -, "os aparelhos recondicionados surgem como uma solução mais sustentável, que disponibiliza os produtos que são precisos, mas contraria o impacto ambiental gerado pela aquisição anual de novos produtos tecnológicos".

E neste período de regresso às aulas e compra de material escolar, em que os estudantes já incorporam a aquisição de telemóveis e fones, computadores e calculadoras, a Back Market afirma-se como uma solução que responde a essas necessidades com "aparelhos em perfeitas condições de utilização, mas com preços mais baixos e, ainda, com a possibilidade de poupar também o ambiente", frisa.

Apesar destes argumentos, a compra de dispositivos eletrónicos usados suscita ainda várias dúvidas no que toca à qualidade juntos dos consumidores, mas Thibaud Hug de Larauze garante que todo o processo de seleção dos aparelhos é cuidadosamente controlado e, inclusive, o desconto no preço está indexado às condições do produto. Segundo adianta, os vendedores de recondicionados só colocam os seus artigos neste supermercado virtual após "um rigoroso processo de triagem" e, para além disso, os produtos são alvo de "uma seleção algorítmica que analisa o inventário disponível e encontra as ofertas com melhor relação qualidade/preço".

Nesta matéria, tão cara aos consumidores, e para dissipar receios, a BacK Market apresenta três categorias de estado e o desconto associado: o aparelho em "boas condições", em "muito boas condições" ou "como novo", tudo com a possibilidade de devolução nos 30 dias após a compra e uma garantia mínima de 24 meses.

16 países

Este primeiro supermercado mundial de dispositivos recondicionados, que surgiu em novembro de 2014, tem atualmente mais de 1500 recondicionadores na plataforma, uma base de cinco milhões de clientes, e está presente em 16 países. Para breve, está prevista a entrada na na Suécia e no Canadá, sendo que o empreendedor francês assume querer colocar ainda mais bandeirinhas no seu mapa de geografias. Thibaud Hug de Larauze não revela volume de vendas, mas adianta que a Back Market tem atualmente um crescimento na ordem dos três dígitos. Os produtos mais vendidos são smartphones (valem 70% das vendas), mas, com a pandemia, as televisões, computadores e tablets registaram uma forte procura. A Apple é a marca que mais clientes atrai.

Sejam novos ou usados, o mercado dos produtos tecnológicos em Portugal regista um forte dinamismo. No primeiro semestre deste ano, foram comprados perto de 760 mil portáteis em primeira mão, que geraram vendas de 428 milhões de euros, segundo os dados da consultora para o mercado tecnológico IDC. O aumento foi exponencial face ao primeiro semestre de 2020. Em unidades, registou-se um incremento de 148% e em valor de 92%. Neste período, os portugueses gastaram também 412,7 milhões na aquisição de 1,1 milhões de smartphones, um aumento de 17,4% e de 7,5%, respetivamente, quando comparado com o homólogo de 2020.

E, demonstrando uma clara apetência pelas novidades, abriram os cordões à bolsa e as lojas do setor venderam mais de 741 mil unidades de wearables, que originaram uma faturação superior a 79 milhões de euros. Estes valores traduzem crescimentos de 108% em unidades vendidas e de 43% em faturação face ao homólogo de 2020. Na categoria de smart home, o mercado português absorveu quase 413 mil produtos, um aumento de 60%, num volume de vendas de 132 milhões, mais 24%.

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