Samsung lança S21. Novo design, zoom 10x, sem carregador, mais funções de vídeo (e menos euros)

Samsung apresentou ao mundo o novo topo de gama S21. Chega em três versões já com 5G (inclui Plus e Ultra), traz zoom ótico de 10x (no Ultra), novo design na zona das câmaras e um preço base mais baixo, a partir dos 879 euros. Já estivemos com o novo modelo que chega no final de janeiro e vem sem carregador (tal como a Apple já tinha feito).

Os novos topos de gama da Samsung chamam-se sem surpresa S21 (há ainda o Plus e o Ultra) e foram revelados esta tarde no evento Unpacked a que a marca sul-coreana que domina as vendas de smartphones no mundo (e em Portugal) já nos habituou. A grande diferença é que a apresentação surge mais cedo do que o habitual - costuma ser em fevereiro.

"Foi tudo uma questão de disponibilizar a nova tecnologia logo que possível numa altura em que isso faz a diferença, até porque estamos a ver uma tendência para se escolher mais topos de gama da Samsung do que antes da pandemia", diz-nos o José Correia, diretor de Produto e de Marketing da área Mobile da Samsung Iberia.

Os três modelos que chegam agora todos em 5G e sem carregador (antes, no S20, havia a versão 4G) e que o Dinheiro Vivo já teve oportunidade de conhecer, apresentam um design diferente na zona da câmaras, mais integrado no que parece uma fusão com a estrutura do modelo. Também não há grandes diferenças entre os três modelos no design, tirando cores, tamanho e espaço para câmaras (o Ultra tem quatro).

Da lista de destaques dos novos modelos, o S21 e S21 Plus surgem como tem sido habitual com 6,2 e 6,7 polegadas respetivamente, mas o S21 Ultra tem 6,8" - um pouco mais pequeno do que o ano passado. Houve melhorias na resistência do ecrã dos modelos, indica a Samsung, tal como melhorias na visualização na rua. O preço base é agora 100 euros mais barato, começa nos 879 euros. Os modelos chegam a 29 de janeiro.

O ecrã AMOLED 2X Full HD mantém-se de grande nível, mas ganha mais capacidade de brilho no Ultra (1600 nits) e agora todos trazem taxa de atualização (que permite maior suavidade e rapidez visual no uso) de 120Hz. Desta vez é dinâmica e gerida de forma automática (a Samsung ouviu algumas das críticas) o que ajuda na bateria.

Em destaque também está a tecnologia Eye Comfort Shield, que usa inteligência artificial para gerir a cor azul (mais intrusiva) emitida pelo S21 para maior conforto para os olhos (a partir das 17h há uma redução da intensidade da luminosidade da cor azul).

A nível de processador, houve melhorias no que é utilizado na Europa, o Enynos 2100 é o primeiro da Samsung a ter 5nm e as melhoras de rapidez associadas - 15% de maior rapidez em CPU face ao de 7nm do ano anterior.

O modelo S21 Ultra que tem preço de entrada mais baixo este ano, a partir de 1279 euros (menos 100 euros do que o ano passado), permite ainda a utilização de uma SPen, a caneta digital da Samsung associada ao modelo Note. Tem de ser comprada à parte (traz uma capa própria) e custa 40 euros - não permite colocar dentro no S21 como no Note.

Câmaras apostam no zoom e novas funções de vídeo

As muito populares câmaras, cujo módulo tem crescido nos últimos tempos (e neste caso mantém o já típico desequilíbrio quando o telefone está numa superfíce plana) tiveram algumas melhorias. O S21 e S21 Plus mantêm três lentes, além da grande angular têm zoom ótico de 3x e digital de 30x - a câmara principal vai até aos 64 MP.

Já o S21 Ultra é quem ganha valências face ao ano passado, com o zoom ótico além de manter uma lente com 3x, tem outra (a periscópio) que vai até às 10x de aproximação e chega agora com zoom digital 100x mais capaz (graças à câmara de 10x de zoom ótico). Ganha-se ainda na cor que o sensor de 108 MP consegue captar (agora 12 bits). A gravação de vídeo continua a estar disponível em 8K e 4K, com estabilização em todos os modelos.

Uma das novidades mais relevantes são as novas ferramentas para usar várias câmaras em simultâneo ou selecionar ao estilo realizador a imagem que queremos incluir no vídeo final.

Como funciona o tal Modo Realizador? Pode-se selecionar a vista de Vlogger que é bem útil em tempos de confinamento e de pandemia em que as videoconferências passaram a reinar, já que permite gravar vídeos que usam em simultâneo a câmara principal e a frontal - para mostrar a reação que temos com algo que se está a mostrar.

Há ainda os Live Thumbnails, que permitem ver no ecrã as imagens que as outras câmaras estão a captar (no caso do Ultra são quatro as disponíveis) e alternar de câmaras (incluindo a frontal) consoante o que queremos mostrar, tudo no mesmo vídeo - é edição em tempo real. Testámos esta função e ficámos convencidos com a solução que permite mais interatividade e dinamismo em vídeos. Como as quatro lentes do Ultra filmam em 4K e 60 fps pode-se fazer vídeos capazes usando as quatro câmaras.

Outra novidade bem-vinda que promete ajudar nas fotos e vídeos ampliados é o Zoom Lock, que permite a partir dos 20x de zoom estabilizar a imagem num ponto desejado e ao aumentarmos o zoom o sistema tenta manter foco e detalhe na zona selecionada. Já experimentámos brevemente e funciona, embora a partir dos 50x de zoom a qualidade de imagem é pobre.

Agora também fica disponível a possibilidade de captar dois microfones em simultâneo - o Multi Mic Recording permite gravar o som do auricular que está mais distante, mas usar também o microfone do telefone.

Mantém-se o Single Take, software integrado que permite num só foto tirada ter várias fotos diferentes, com filtros e GIF animados.

Os preços do S21, como já dissemos, foram reduzidos no modelo de entrada e no Ultra.

- S21 128GB (8GB de RAM): 879 euros

- S21+: 1079 euros

- S21 Ultra: 1279 euros

- S21 Ultra 512 Gb: 1469 euros.

Upgrade de memória de 100 Gb passa a custar 50 euros.

As cores no S21 são quatro e mantém-se os nomes em inglês: Violet, Pink, Grey, White. As pré-encomendas do Galaxy S21 e Galaxy S21+ começam a 14 de janeiro. Cores adicionais disponíveis em Samsung.com, incluindo as cores Gold e Red .

No S21 Ultra há agora o Black (que absorve a luz, indica a Samsung) e Silver. Em todos o vidro traseiro é numa espécie de mate menos afoito a dedadas.


Encontrar o aparelho e outros objetos

A Samsung estreia também o SmartThings Find, que permite encontrar equipamentos mesmo se estiverem offline. Basicamente é uma app onde os utilizadores não só conseguem encontrar os seus produtos tecnológicos (e não só, como veremos) mas também ajudar outros a encontrar - usa Bluetooth de baixa frequência, tal como as apps de rastreia da covid-19, para determinar o local onde estão os dispositivos, mesmo desligados.

Quantos mais usarem, melhor exatidão terá.

Associado a isto surge uma novidade peculiar, as SmartTags, pequenos dispositivos (vão ser oferecidos a quem comprar o S21) que se podem comprar à parte - pacote de dois deve custar pouco mais de 30 euros - e pode-se colocar em mochilas, bicicletas, animais de companhia ou crianças para que se encontre o que se perdeu e funciona associado ao SmartThings Find.

Buds Pro com cancelamento inteligente

A Samsung também aproveitou o evento para lançar os novos auscultadores premium, com melhores caraterísticas do que os Buds Live lançados o ano passado. O mercado de wearables cresceu 35% durante a pandemia e são um segmento em crescimento claro.

O formato de feijão mantém-se, tal como a caixa quadrada, mas o formato é agora alongado já que agora o modelo repete a solução dos AirPods Pro e de outros, entrando dentro do ouvido. Os ganhos são no melhor cancelamento de ruído - a Samsung diz que consegue até 99%. Além disso tem melhor som e microfones - tem três com SNR, que cancela o ruído exterior - e tem um sistema inteligente em que o modo de cancelamento é parado quando estamos a falar com alguém ao vivo. Mantém-se a aposta no auto switching, que permite passar de um vídeo no tablet da Samsung para uma chamada no telefone de forma automática usando os Buds Pro.

O preço fica-se nos 239 euros.

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