Taiwan reduz abastecimento de água a fabricantes de chips para enfrentar seca

A partir de 6 de abril, Taiwan vai reduzir o abastecimento de água na área onde estão instaladas fábricas de fabricantes de chips, com o objetivo de conservar as reservas de água disponíveis.

Num momento em que Taiwan está em situação de seca, foram adotadas medidas que irão reduzir a quantidade de água disponibilizada às empresas instaladas em Taichung, afetando consequentemente as fabricantes de chips. De acordo com a agência Bloomberg, estas medidas têm como objetivo preservar as reservas de água disponíveis no território.

Numa altura em que a indústria tecnológica enfrenta já sérias disrupções, estas reduções no abastecimento de água vão ocorrer na área onde está instalado um dos principais hubs da indústria de semicondutores.

A situação de seca em Taiwan é uma das piores da década, nota a Bloomberg. As medidas de redução no abastecimento de água foram comunicadas pela ministra da Economia, que alertou que os reservatórios de água em Taiwan estão em níveis críticos. Assim, a partir de 6 de abril, a quantidade de água disponibilizada às empresas instaladas nos parques empresariais de Taichung será reduzida em 15%. Os cortes também irão afetar os consumidores, pelo menos duas vezes por semana, alertou a governante.

Empresas como a TSMC ou a Micron estão presentes na zona que será alvo de reduções no abastecimento de água. A governante salvaguardou que estas medidas não irão afetar a produção destas empresas. À Bloomberg, a TSCM indica que tem planos para aumentar a quantidade de água usada a partir de camiões cisterna, mas salvaguardou que estas restrições agora conhecidas não afetarão as operações.

A situação de seca está a desafiar o governo da região a manter um abastecimento estável de água às indústrias que fazem um uso intensivo de água, como é o caso da indústria de semicondutores. Neste momento, as fabricantes de chips enfrentam já um sério desafio, uma vez que a procura está a ultrapassar significativamente a capacidade de resposta das fabricantes.

Este anúncio de medidas representa uma viragem no discurso de Wang no início do mês, quando foi anunciado que Taiwan tinha reservas de água suficientes para manter as empresas da indústria tecnológica a operar sem complicações até ao final de maio.

Recorde-se de que a falta de chips já fez parar a produção de outras indústrias, como é o caso da produção automóvel. Em Portugal, por exemplo, a Autoeuropa anunciou na semana passada uma paragem entre 22 e 28 de março, devido à falta de chips.

"A distribuição condicionada de semicondutores na indústria automóvel, que não tinha até ao momento provocado qualquer interrupção na atividade da fábrica de Palmela, obriga agora a cancelar todos os turnos de produção entre os dias 22 e 28 de março", era possível ler no comunicado divulgado pela fábrica do grupo Volkswagen em Portugal. Esta paragem representa uma perda de 5700 unidades, especificava a empresa.

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