Tendência na pandemia: há agora 51,4 milhões de casas inteligentes na Europa

Com as pessoas a passarem mais tempo em casa, aumentou o interesse em produtos como termóstatos, lâmpadas e fechaduras inteligentes

Mais tempo em casa, mais tempo para pesquisar online, menos paciência para atividades repetitivas. Quem comprou gadgets e eletrodomésticos inteligentes que facilitam a vida caseira no último ano aderiu a uma tendência cada vez mais notória: a transformação das casas em ambientes conectados onde os dispositivos comunicam uns com os outros e elementos outrora isolados, como as luzes e as tomadas, podem agora ser controlados à distância.

Não só a pandemia de covid-19 não afetou esta tendência como ajudou a acelerá-la, como nota um novo relatório da Berg Insight. O confinamento e trabalho remoto alteraram a perceção de muitos consumidores sobre o seu espaço e isso reflete-se nos números do mercado de dispositivos inteligentes para a casa. Há agora 51,4 milhões de casas inteligentes na Europa e esse número quase duplicará nos próximos anos. Os analistas da Berg Insight preveem que a região passe a 100 milhões de lares com eletrodomésticos inteligentes em 2024, o que representará uma penetração de mercado de 42%.

"Embora as vendas nas lojas físicas tenham declinado, as vendas online dispararam", indicou a Berg Insight. "Muitas pessoas passaram mais tempo em casa durante a pandemia e por isso interessaram-se por produtos inteligentes que possam melhorar os seus lares."

Segundo o relatório, os dispositivos mais populares incluem termóstatos, lâmpadas, câmaras de videovigilância, fechaduras, altifalantes e tomadas inteligentes. Venderam-se "centenas de milhões" de unidades destes dispositivos, com várias empresas a sobressaírem: a Berg Insight destaca a Signify, Resideo, Danfoss, Belkin, Chamberlain, Kwikset e Assa Abloy, que caracteriza como incumbentes, e ainda as novas entradas no mercado protagonizadas pela Ikea, Ecobee, Sonos, Arlo, Netatmo e Wyze Labs.

Os sistemas tradicionais de automação doméstica e as soluções faça-você-mesmo são as mais comuns na Europa, enquanto na América do Norte o foco está nos sistemas de segurança interativa.

O relatório sublinha que a região norte-americana está mais avançada em termos de percentagem de penetração do mercado, embora o número total de casas inteligentes seja idêntico - 51,2 milhões no final de 2020. Esta região cresceu 18,7% em 2020 e a expectativa é de que o ritmo se mantenha, com a previsão de que haja 78 milhões de lares inteligentes em 2024 - mais de metade (53%) do total.

"Embora a conectividade comece a tornar-se uma funcionalidade padrão nalgumas categorias de produto, ainda há muito caminho a percorrer até que todos os produtos domésticos estejam conectados e consigam comunicar uns com os outros", salientou o analista sénior Martin Backman.

Segundo ele, a oportunidade de mercado e o potencial de crescimento ainda são enormes, sendo que os produtos e sistemas relacionados com segurança e gestão de consumo energético têm sido os mais bem-sucedidos. Por isso mesmo, os fabricantes de outras categorias "smart home" devem desenvolver soluções que ofereçam o mesmo tipo de poupanças de tempo e dinheiro. As prioridades para os consumidores, conclui o relatório, são a facilidade de instalação, integração com outros dispositivos Internet das Coisas e segurança.

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