Windows 11 é simples (ao estilo Mac), magro, gratuito e corre apps Android

A Microsoft apresentou esta quinta-feira o novo Windows 11. Com design mais simples, ocupa menos espaço e tem várias semelhanças com os rivais Chrome OS e MacOS.

A sua história remonta a novembro de 1985, mas o verdadeiro sucesso planetário chegou depois de agosto de 1995, ano em que lançaram o Windows 95, cujo interface gráfico se tornou padrão para boa parte do mundo que começou pouco depois a aceder à internet.

A Microsoft apresentou esta tarde, 35 anos depois do primeiro, o Windows 11 e desde logo vem apelidado como uma mudança quase revolucionária pela marca que deve ficar disponível em outubro nos novos modelos, mas deverá ser disponibilizada para upgrade em breve.

O design mais simples a nível global e que reformula áreas importantes como o menu Iniciar e os ícones na barra (aparecem agora ao meio, ao estilo dos Mac da Apple) são notas dominantes. Destaque ainda para melhorias na performance, no multitasking e numa melhor integração com o Teams (sistema de videoconferência da Microsoft), bem como a possibilidade de suportar apps Android, o que acontece pela primeira vez.

O nome Windows 11 não é surpreendente, nem tão pouco algumas das novidades já que recentemente uma fuga de dados expôs vários pormenores. O sistema operativo será gratuito para quem quiser fazer upgrade a partir de Windows 10 (o que tem sido habitual) e tem uma nota peculiar: ocupa no seu todo menos espaço de disco nos computadores.

Tijolos são substituídos

Há 10 anos a Microsoft lançou o Windows Phone (antes já tinha o Windows Mobile) com as apps espalhadas por uma espécie de tijolos. Esse estilo entrou no menu Iniciar das versões de PC do Windows que se seguiram, mas o Windows 11 recebe agora um restyling no menu Iniciar com mais simplicidade e uma organização mais próxima dos rivais Chrome OS (da Google) ou até com semelhanças com os Mac (que têm um formato chamado Launchpad).

Por ali encontram-se apps, documentos recentes e uma área de pesquisa separada com a tal aparência próxima do Chrome OS e MacOS. Na apresentação desta tarde, o responsável pelo Windows, Panos Panay, explica que a sua equipa "esteve obcecada por cada detalhe do novo design". Incluído estarão um novo modo escuro (mais na moda) mais evoluído e o que a Microsoft chama de Snap Layouts, que permitem que encaixar apps nos vários modos que o Windows 11 suporta e que abre a porta para apps abrirem nos monitores correctos (quando há monitores extra).

A nível de desempenho as novas atualizações do Windows também estão melhores e são 40% mais pequenas e eficientes e acontecem agora em segundo plano, com a Microsoft a prometer menos perturbação durante as atualizações (só a experiência o poderá comprovar).

Teams integrado por completo

O Teams também é agora integrado diretamente no Windows 11 para consumo pessoal e utilizadores profissionais, com presença direta e facilmente gerível na barra de tarefas - tornando mais simples a ligação por áudio ou vídeo para amigos, familiares ou colegas de trabalho.

Os widgets são reformulados no Windows 11 e são agora incluídos mais gestos para os dispositivos com ecrãs táteis. No caso do widgets é possível incluir vários personalizados e desenvolvidos por inteligência artificial que se baseiam nos widgets que vimos a Microsoft introduzir (sem grande sucesso) no Windows 10. E com gestos desde o lado direito pode-se expandir um widget para o ecrã inteiro - com eles é possível ver feeds de notícias (como o Twitter), previsão do tempo e mapas. Mais uma inspiração no MacOS.

Há ainda melhorias nos comandos por voz e no apoio a canetas digitais.

Apps Android começam a entrar

Em destaque (e além de algumas funcionalidades de ligação com o mundo Xbox) haverá uma nova loja e suporte para apps Android (com ajuda de uma parceria com a Intel e a Amazon). A Microsoft Store foi redesenhada (mais uma vez) e segue o caminho também já visto na Apple, de tentar combinar cada vez mais o mundo móvel dos smartphones com o dos computadores. Em destaque estão o formato para Android das apps da Adobe Creative Suite, bem como as apps de redes sociais como o TikTok e Instagram.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella deixou ainda uma bicada à Apple indicando que no Windows os programadores podem incluir na loja os seus próprios sistemas de pagamento (algo que a Apple não permite).

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