Zuckerberg em exclusivo: "Adoro vigiar os portugueses antes de me deitar!" (Deepfakes)

No 21º episódio do podcast Made in Tech desta semana não, não falámos com Mark Zuckerberg, mas a propósito do Dia das Mentiras - 1 de abril - criámos uma deepfake de voz com o CEO do Facebook. A conversa sobre falsidades online, deepfakes e o seu futuro é com Rui Sousa-Silva, investigador de Linguística e Cibercrime.

São temas aborrecidos, que poucos lêem nas redes sociais e nada incentivados pelos algoritmos porque não são leituras definidas facilmente num título ou numa frase, ainda assim a manipulação online é tão relevante e preocupante quanto pouco atrativa como tópico para a maioria das pessoas.

Na verdade, as falsidades, mentiras e manipulações fazem parte da natureza humana desde o início dos tempos (em que há humanos na Terra). Com as redes sociais essa essência humana "ganha esteróides", dizia-nos o ano passado investigador Lee Rainie.

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Como é Dia das Mentiras, fizemos deepfakes de áudio com Mark Zuckerberg, onde a sua versão falsa diz que adora vigiar os portugueses antes de deitar e que o presidente Marcelo é o português mais ativo durante a madrugada.

Aproveitámos e criámos áudios de deepfake também com Sir David Attenborough - o famoso documentarista e naturalista britânico -, Arnold Schwarzenegger, Homer Simpson e Bill Gates.

A conversa é com Rui Sousa-Silva, professor e investigador de pós-doutoramento do Centro de Linguística (CLUP) da Universidade do Porto de Linguística e Cibercrime - que faz parte de um grupo de trabalho europeu sobre o tema - e que nos fala de falsidades online (desinformação) e deepfakes, bem como a melhor forma de lidarmos como sociedade com elas e com a sua cada vez maior sofisticação.

Ficam então alguns destaques da conversa

- No que é que podemos acreditar online

- A quem interessa criar a confusão com falsidades online - de forma financeira ou política

- Como poderemos ter ferramentas eficazes para verificação de factos e de imagens e vídeos online

- Como podem as plataformas, os Estados e os utilizadores comuns perceber o que é falso ou é credível online

- Como criar uma assinatura digital fiável para trazer maior confiança nos conteúdos

- Dificuldade em criar impressão digital à linguagem de cada um (até pela variação da linguagem consoante o contexto ou a evolução ao longo do tempo)

- Plágio nas teses nas Universidades: como perceber o estilo próprio de escrita de cada pessoa pode ser melhor solução do que procurar a internet por teses copiadas (até porque já existe software para misturar vários textos num só novo texto - deepfake de texto)

- Lidar com deepfakes e desinformação de forma como se lida com os vírus online

- Porque é que a desinformação é mais cativante online do que a informação verdadeira só com base nos factos (com as suas nuances incluídas)

- "As notícias falsas mais perigosas e eficazes são as que misturam factos com falsidades e constrói-se assim uma narrativa à parte com interesses à mistura"

- Porque é que o texto ligeiro e breve online (em contraponto com as conversas áudio ou por vídeo ou o exemplo dos blogs) e os perfis nas redes sociais são mais convidativos para haver opiniões sobre tudo, discurso mais inflamado e dividido e uma maior proliferação da desinformação

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