Tecnológica portuguesa “aprende” com 200 clientes em conferência

WeDo Technologies reúne clientes
Worldwide User Group Conference, evento organizado pela bracarense WeDo Technologies, este ano no Porto, entre hoje e sexta-feira, é uma conferência diferente: cerca de duas centenas de clientes de 45 países de todo o Mundo vêm ao Porto Palácio Hotel "contar o que fazem com a tecnologia" made in Braga."> WeDo Technologies reúne clientes

A 9ª Worldwide User Group Conference, evento organizado pela bracarense WeDo Technologies, este ano no Porto, entre hoje e sexta-feira, é uma conferência diferente: cerca de duas centenas de clientes de 45 países de todo o Mundo vêm ao Porto Palácio Hotel "contar o que fazem com a tecnologia" made in Braga.

“Produzimos software para mais de 200 clientes em mais de 80 países de todo o mundo e realizamos este evento desde 2006 como forma de reunir experiência sobre a utilização dos nossos produtos em diferentes setores, como a da energia, das finanças, das telecomunicações e de retalho”, explica Rui Paiva, fundador e CEO da WeDo Technologies.

Trata-se de uma forma de “verificação” de qualidade, no fundo, até porque a WeDo Technologies se orgulha de ser “a maior empresa do mundo a fornecer software de Enterprise Business Assurance”, ou seja, programas de auditoria e controlo tecnológico permanente que garante que os resultados são os esperados e os melhores possíveis.

E há um “segundo objetivo, mais oculto” na realização das conferências, segundo Rui Paiva. “Somos um bocadinho patrióticos, por isso queremos fazer com que gostem do nosso país, mesmo se Portugal não é habitualmente associado a tecnologia, embora hoje em dia seja cada vez menos importante de onde somos e mais importante se o que fazemos funciona”, explicou. As conferências já se realizaram em Braga, Lisboa, Porto, Madeira, Algarve e “têm sempre nota máxima dos participantes, pela forma como sabemos receber”.

Em 2013, entre a sede portuguesa e as 12 filiais em todo o Mundo, a WeDo Technologies cresceu 12% com um volume de negócios de 61,5 milhões de euros, dos quais 80% correspondem a clientes estrangeiros. Emprega cerca de meio milhar de pessoas (50% em Portugal) e está a recrutar duas dezenas de pessoas da área Informática.

“Temos imensas dificuldades em encontrar pessoas, as universidades não formam à velocidade que as empresas exigem”, queixa-se Rui Paiva, que, sendo de Lisboa, decidiu instalar a empresa em Braga, em 2001, precisamente na expetativa de captar mais recém-licenciados da Universidade do Minho. “A região tem muitas micro empresas, e outras maiores, como nós, que absorvem muito depressa todos os licenciados. Já para não falar dos que emigram”, lamenta o empresário.

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