Telecomunicações

Telecomunicações geram 12 mil queixas até abril na Deco

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Setor é o mais contestado pelos consumidores e oPortal da Queixa soma mais de três mil reclamações até ao início deste mês

É o setor campeão das reclamações em Portugal e os números da Deco até final de abril dão sinais de que, em 2019, as telecomunicações deverão continuar no pódio: 11 961 participações. No ano passado, a Associação de Defesa do Consumidor recebeu um total de cerca de 35 mil reclamações, menos 17,44% do que um ano antes, mas mais de 20 mil só até junho.

Na Anacom, os dados mais recentes, de 2018, contaram 81 mil reclamações (menos 4,5%).

No Portal da Queixa, até início deste mês, o setor já tinha originado 3126 queixas. “As operadoras de telecomunicações sempre foram destacadamente as marcas com maior número de reclamações no Portal. Este fenómeno deve-se à procura constante de serviços, nomeadamente, de Internet e telefone dos consumidores”, justifica Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa. “Verifica-se que, ao longo do tempo, a prestação do serviço por parte destas operadoras não tem melhorado do ponto de vista da satisfação junto dos seus clientes”, diz o responsável.

Motivos
Ainda assim, o número de queixas recebidos no Portal até este mês – mais de três mil – mostra uma descida de 6,4% face a período homólogo de 2018, ano em que registaram 10 057.
Até maio, 34% dos contactos que chegaram ao Portal foram sobre as comunicações móveis e fixas e cerca de 33% sobre problemas relacionados com a Internet fixa ou móvel. Meo (1393 queixas), Nos (912), Vodafone (590) e Nowo (217) são os operadores visados.

Incumprimento com o contratualizado (20%), cobranças indevidas e faturação errada (16%), problemas com a Internet (12%), problemas ou atraso na instalação do serviço (9%) e rescisão do contrato (8%) são os cinco principais motivos que motivam as queixas no Portal.

Mas há diferenças face a 2018. Há mais reclamações que incidem sobre o problema da portabilidade dos números de telefone, que aumentou de 50 para 167. Motivo? “Os consumidores andam a trocar de operadoras em busca do melhor preço/qualidade, contudo, manifestam o seu descontentamento ao verificarem que há um atraso na portabilidade ou as condições não são as desejadas”, justifica fonte oficial do Portal da Queixa.

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