Apritel. Preços das comunicações caem mais em Portugal do que na Europa em 12 meses

Associação dos operadores de telecomunicações reclama que preços dos serviços usados por 90% das famílias desceram mais em Portugal do que na Europa, em um ano.

A Associação dos Operadores de Comunicações Eletrónicas (Apritel) defendeu esta quinta-feira que os preços das comunicações caíram mais em Portugal do que na Europa, nos últimos 12 meses.

Em comunicado, a associação setorial fez saber que os preços os pacotes de telecomunicações contratados por 89,4% das famílias portuguesas decresceram 0,3%, entre setembro de 2020 e setembro de 2021. Por oposição, no conjunto dos 27 Estados-membros das União Europeia (EU27), os preços subiram 0,3%.

Ainda que não especifique quais, a Apritel indicou que os serviços em pacote em causa eram, no final de 2020, "subscritos por 89 em cada 100 famílias (de acordo com dados da Anacom)".

Citando dados do Eurostat relativos a setembro de 2021, a entidade liderada por Pedro Mota Soares realçou que o setor nacional das comunicações eletrónicas demonstra "mais uma vez" uma "forte dinâmica competitiva", pelo que "a competitividade do setor nacional sai reforçada".

"Em média, o índice dos preços dos serviços de comunicações eletrónicas (que integra o IHPC) reduziu-se 0,1% enquanto na EU27 estagnou (0%) ", lê-se.

Relativamente aos serviços em internet fixa, nos últimos 12 meses, os preços baixaram 3,2%, em Portugal, enquanto, na EU27, subiram 0,3%. A Apritel salientou que o Portugal é o sétimo país da União Europeia onde os preços em serviços de internet fixa mais baixaram.

"Os comparativos de evolução de preços suportados no IHCP do Eurostat não podem ser utilizados para comparar níveis de preços entre países, apenas a evolução dos mesmos, e com as devidas precauções", ressalvou a Apritel, contudo.

"Os enviesamentos da análise são tanto maiores quanto maior for a série temporal, na medida em que o IHCP altera os pesos de cada componente, de ano para ano, o que impõe limitações às conclusões que podem ser retiradas de séries históricas longas do mesmo índice. Esse tipo de análise apenas releva para avaliações macroeconómicas, como as da inflação, para as quais o IHCP foi criado", lê-se no comunicado, deduzindo-se uma crítica direta às análises da Autoridade Nacional de Comunicações.

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