Brasil espera atrair 7,7 mil milhões de euros com o leilão do 5G

O Brasil espera atrair 49.700 milhões de reais (7,7 mil milhões de euros) com o leilão de 4 de novembro, quando serão entregues as concessões para a rede móvel 5G no maior mercado latino-americano.

O leilão contará com a presença de quinze empresas, entre elas as três maiores operadoras do país: Vivo, Claro e TIM.

A lista de inscritos foi divulgada hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel, órgão regulador) após o encerramento do prazo e a uma semana da realização do leilão, que concederá direitos sobre quatro faixas de radiofrequência diferentes (700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHZ e 26 GHz), o que, por ser um país com dimensões continentais e um mercado com 213 milhões de habitantes, torna o certame num dos maiores do mundo no setor.

A lista de inscritos é liderada pelas três principais operadoras de telefonia 3G e 4G do país, começando pela Vivo (subsidiária da espanhola Telefónica), que detém 33% do mercado, a Claro (subsidiária da mexicana Telecom América), com 26%, e a italiana TIM (23%).

A grande ausente será a operadora brasileira Oi (16%), que está em processo de recuperação judicial após declarar falência.

A lista inclui também alguns provedores regionais de internet e fundos de investimento, como o Fundo Pátria.

Os quinze inscritos enviaram as suas propostas num envelope fechado, que só será aberto no dia do leilão, pelo que se desconhece em que bandas de radiofrequência estão interessados e quais vão licitar.

Muito provavelmente, as três grandes operadoras irão disputar as licenças nacionais para operar a banda de 3,5 GHz.

Os demais inscritos são Algar Telecom, Brasil Digital Telecomunicações, Brisanet Serviços de Telecomunicações, Cloud2U, Consorcio 5G Sul, Fly Link Ltda, Mega Net (Iniciativa 5G), Neko Serviços de Comunicações (Surf Telecom), NK 108 (Highline), Sercomtel, VDF Tecnologia de Informação e Winit II Telecom (Fundo Pátria).

Pelas regras da licitação, os vencedores do leilão terão de iniciar a operação comercial de 5G nas principais capitais do país 300 dias após a assinatura dos contratos, ou seja, a partir de julho de 2022.

Depois das capitais, o serviço deve ser estendido para cidades com mais de 500 mil habitantes e progredir gradativamente, num processo que se encerraria no início de 2026, quando se prevê que o serviço chegue a cidades com menos de 30 mil habitantes.

O Governo brasileiro promete uma revolução digital com a implantação da nova tecnologia, uma vez que, além de permitir uma velocidade de 'download' 20 vezes superior à oferecida atualmente pelo 4G, a quinta geração oferece uma conexão mais estável.

As operadoras que obtiverem as licenças terão a obrigação de montar uma rede paralela específica para comunicações 5G de órgãos governamentais, Forças Armadas e empresas estratégicas, como a petrolífera Petrobras.

Essa foi a solução encontrada para superar o veto que Governos como o dos Estados Unidos impõem à participação da empresa chinesa Huawei na operação de 5G em diversos países, por considerarem que essa empresa pode ser utilizada pelo executivo chinês para espiar os seus concorrentes.

A licitação também obriga as operadoras a montar uma rede específica para atender a Amazónia, que inclui a instalação de cabos em rios, e a garantir o atendimento em todas as estradas federais e escolas públicas do país.

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