Portugueses não querem "pagar mais por serviços sem fidelização"

Estudo da Apritel conclui que o período de fidelização não é "uma barreira à mudança" de operadoras. Preço, atratividade do pacote e falhas no serviço são as principais razões que levam clientes a trocar de prestador.

A maioria dos portugueses (50,1%) não quer pagar mais para ter serviços de telecomunicações sem fidelização, concluiu um estudo da Apritel - Associação dos Operadores de Comunicações Eletrónicas, baseado em 2015 entrevistas, apresentado esta segunda-feira num webinar.

O documento revela ainda que 24% dos inquiridos afirma-se disposto a pagar para eliminar a fidelização associada ao pacote de serviços, ou seja, pagar pela instalação, ativação e/ou acréscimo à mensalidade. Já sobre a possibilidade de pagar para reduzir o tempo de fidelização só 17% dos participantes se apresentou disponível.

O inquérito "A opinião dos portugueses sobre as fidelizações e a agregação de comunicações em pacote" esteve a cargo da Marktest, que colocou aos participantes as mesmas questões efetuadas num estudo promovido em 2017 pela Anacom sobre a temática da fidelização.

No webinar, Pedro Mota Soares, secretário-geral da Apritel, sublinhou que o relatório permite concluir que "os consumidores não estão disponíveis a pagar mais para terem serviços sem fidelização" e quando querem mudar de operadora não é esta matéria que constitui "uma barreira à mudança".

Fator preço

Segundo o documento, 58% dos inquiridos já mudaram de operador pelo menos uma vez (33% nos últimos cinco anos). A escolha de outro prestador prendeu-se sobretudo com o preço (50%), atratividade do pacote (39%) e falhas no serviço (30%).

Sobre a questão preço, sempre sensível para os consumidores portugueses, Pedro Mota Soares voltou a frisar que em Portugal "os preços são dos mais baixos da Europa, com exceção de França", quando comparados valores por pacotes de serviços.

O responsável defendeu ainda que a metodologia de comparação de preços entre países com base na inflação "não é um bom indicador". Na sua opinião, devem-se comparar os preços de produtos semelhantes disponibilizados noutros mercados.

Pedro Mota Soares frisou ainda que os dados do inquérito revelam que a esmagadora maioria dos consumidores estão informados sobre os seus períodos de fidelização. Só 3,6% dos participantes afirmam desconhecer qual o tempo de fidelização do seu contrato, mas a maioria sabe que encontra essa informação através dos serviços de apoio ao cliente ou na área de cliente.

O documento revela que 94% dos inquiridos tem um contrato de comunicações eletrónicas com um período de fidelização associado. A esmagadora maioria dos clientes, cerca de 85%, detém um contrato de 24 meses.

A oferta em pacotes parece consensual. A agregação de serviços de comunicações eletrónicas num pacote é vantajosa para 67% dos participantes e 25,5% considera totalmente vantajosa.

.

​​​

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de