NOS e Vodafone celebram acordo para partilhar redes móveis

As empresas classificam o acordo como "histórico": NOS e Vodafone vão partilhar ativos móveis, o que permitirá um desenvolvimento "mais rápido e eficiente" das redes móveis.

A NOS e a Vodafone Portugal vão partilhar ativos móveis de abrangência nacional, anunciam as duas empresas, através de comunicado. As duas empresas já tinham anunciado, em fevereiro, que estavam a negociar os termos deste acordo.

Explicando que o acordo assenta num "modelo de investimento sustentável", as duas empresas apontam que será possível ter "condições para aumentar a cobertura de rede móvel e a qualidade" dos serviços, promovendo uma "maior coesão territorial, responder às necessidades reais e diferenciadas das populações, e dar resposta aos desafios que a atual conjuntura social e económica coloca."

O acordo estipula o princípio de partilha de ativos de rede por parte das duas empresas. No mesmo comunicado, ambas as partes garantem e sublinham que manterão a "total independência na definição e prestação dos serviços aos seus clientes finais, mantendo sempre o controlo estratégico de cada uma das redes."

As operadoras destacam, entre os principais objetivos deste acordo, que nas zonas de menor densidade populacional, "tipicamente rurais e no interior do país", será feita uma utilização comum das infraestruturas de suporte às redes móveis, como torres e mastros, e que os equipamentos ativos de rádio, como antenas ou amplificadores, também serão partilhados - mas sem partilha de espectro.

Assim, nestas zonas do país, a NOS e a Vodafone "prestarão os seus serviços com base nas tecnologias em utilização 2G, 3G e 4G de uma forma mais eficiente." Em relação ao 5G está "dependente da decisão autónoma de cada operador de implementar ou não esta tecnologia", é possível ler no comunicado.

Outro dos objetivos é, nas zonas de maior densidade populacional, que as duas empresas explorem sinergias na partilha de infraestrutura de suporte às redes móveis. As duas partes referem que este movimento permitirá racionalizar custos operacionais e favorecer a prestação eficiente de serviços.

"Esta parceria estratégica, pioneira no País, permitirá à NOS expandir e reforçar a sua rede móvel em todas as tecnologias. A parceria traz claros benefícios para todos os nossos clientes, particulares e empresariais, nomeadamente mais e melhor oferta, e o mesmo serviço de excelência", refere Miguel Almeida, CEO da NOS, em comunicado.

"Ao mesmo tempo, abre caminho para o desenvolvimento da sociedade digital, potenciando o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, que tenham a capacidade de transformar a forma como vivemos, como trabalhamos, como aprendemos e como preparamos as nossas empresas para o futuro."

Na mesma nota, o CEO da NOS destaca que esta partilha de infraestruturas de redes móveis permite também reduzir a pega ecológica da empresa.

"Este acordo acontece num período especialmente crítico para o País e desafiador para o setor. Crítico porque a resiliência da economia e da sociedade em geral coloca pressão acrescida sobre as redes de telecomunicações. Desafiador pela dimensão e premência dos investimentos que são exigidos aos operadores. Assim, a par da manutenção de uma estratégia de prestação de serviços de qualidade e promotores da coesão territorial e social com benefícios para os nossos clientes e para o País, exigem-se investimentos eficientes, sustentáveis e ecologicamente responsáveis. É nesta perspetiva que o presente acordo visa fortalecer a plataforma tecnológica a partir da qual são prestados serviços essenciais à vida quotidiana, potenciando-se ainda o lançamento de serviços inovadores, capazes de melhorar a qualidade de vida dos portugueses e/ou tornar modelos de negócio mais competitivos, acelerando a necessária transição digital do País", afirma Mário Vaz, CEO da Vodafone.

"A partilha de redes nos moldes agora definidos responde positivamente aos desafios do atual contexto, oferecendo inegáveis vantagens na redução de impactos ambientais e dos custos de implantação e desenvolvimento, permitindo mais investimento em serviços de qualidade para todos os clientes", aponta o CEO da operadora.

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