Tétris ganha 110 obras. Gucci, D&G e Natixis marcam negócio de 50 milhões

A Tétris Portugal, empresa do grupo JLL, garantiu uma faturação de 50 milhões de euros em 2020, um crescimento de 16% face a 2019, apesar das dificuldades da pandemia. Este ano, já lhe foram adjudicadas obras no valor de 42 milhões.

A Tétris Portugal, empresa de design e construção do grupo JLL, superou as expectativas traçadas para o exercício de 2020, apesar das dificuldades que a economia atravessou num ano que ficará marcado pela aparecimento da pandemia do novo coronavírus a nível mundial.

A empresa, que se manteve sempre operacional, esteve envolvida em 110 obras, faturou 50 milhões de euros, registando um crescimento de 16% face a 2019, apostou no segmento da hotelaria e lançou mais um serviço, o Furniture Solutions.

A extensa carteira de obras envolveu trabalhos para marcas premium como a Gucci , Dolce & Gabanna, Golden Goose, Vacheron Constantin e Ralph Lauren, na área do retalho. E, como adianta Carlos Cardoso, diretor da Tétris Portugal, intervenções nos escritórios da Uber COE, Natixis Expertise Center, Cuatrecasas, CMS Advogados, Klx-Credit Agricole, e na sede da casa-mãe, a JLL Portugal.

No segmento de hospitality, uma área que a empresa quer reforçar, esteve por detrás de projetos na Quinta da Marinha, Sofitel e Hotel Monte Real, entre outros.

"A empresa esteve envolvida em cerca de 110 obras ao longo do ano passado, trabalhando a uma média de 20 obras em simultâneo por semana, de diferentes dimensões e segmentos imobiliários - escritórios, retalho, hotelaria", sublinha Carlos Cardoso.

Com isto e "tendo em conta o cenário ocorrido em 2020, onde muitas empresas e setores viram os seus negócios serem afetados, podemos considerar que a faturação que a Tétris registou superou as nossas expectativas".

Pipeline de 42 milhões

Para este ano, a Tétris já garantiu 41 obras, que representam um pipeline de 42 milhões de euros, revela o responsável. Os objetivos para 2021 passam por manter um volume de negócios em linha com o registado no ano passado, na medida em que "os nossos resultados foram muito positivos" e "desenvolver mais projetos dentro da área de hotelaria".

Como explica Carlos Cardoso, a Tétris tem que enfrentar as consequências da crise sanitária na economia. O retalho "foi o segmento mais afetado" e há, portanto, um "maior desinvestimento" das empresas. "Continuam a pedir-nos propostas, mas adiam algumas tomadas de decisão", diz.

Ainda assim, garante, o nível de faturação da Tétris no segmento do retalho mantém-se em linha com o do ano passado.

A Tétris tem o seu negócio de design e construção focado nos segmentos de escritórios, retalho e hotelaria, especialmente para multinacionais. O lançamento do departamento de Furniture Solutions permitiu-lhe alargar a sua ação ao mobiliário e soluções decorativas para dar resposta às requisições dos clientes.

A nível global, a Tétris surgiu em 2003, em França, e hoje marca presença em 18 países, com 35 escritórios e 850 colaboradores. Em Portugal, iniciou operação em 2008 e ao longo destes anos passou de um volume de negócios de 10 milhões para 50 milhões de euros, e expandiu a equipa de 20 para 75 pessoas.

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