The Independente Collective chega a Évora e abre novo 'hostel' em Lisboa

O grupo tem investidos dois milhões de euros até 2020 na abertura de duas unidades em Évora e Lisboa. Mas há mais destinos na mira.

Dois milhões de euros. Este é o valor que os irmãos Duarte, Martim e Bernardo D’Eça Leal e Afonso Queiroz, donos dos hostels e restaurantes do The Independente Collective, tem encaixado em duas novas unidades em Évora e Lisboa, com previsões de abertura para 2020, disse ao Dinheiro Vivo, Duarte D’Eça Leal, um dos sócios-fundadores do grupo, à margem da apresentação do livro “Grand Hostels - Luxury Hostels of the World”, em Lisboa.

O empresário Duarte D'Eça Leal levanta um pouco mais o pano. Muito perto do centro histórico de Évora, a nova unidade de alojamento vai nascer dentro das muralhas. Ali vão somar 30 quartos.

Em Lisboa, repetem a façanha. Está em construção um projeto com 50 quartos e, em simultâneo, um restaurante na zona do Cais do Sodré.

Há dois meses, a oferta de hostels na cidade expandiu-se. A escassos metros do Largo do Intendente, abriram as portas do The Indy House - Rooms & Apartments, no antigo Palácio da Bombarda, com 34 quartos e seis apartamentos T1 e T2. Uma noite custa, em média, 80 euros.

O investimento ascendeu aos 200 mil euros e foram criados 18 postos de trabalho diretos. "O Intendente faz-nos lembrar o Príncipe Real há cerca de oito, sete anos atrás. Acreditamos muito nesta zona de Lisboa por ser muito fiel ao seu ADN", explica Duarte D'Eça Leal.

O hostel tem estado praticamente esgotado à conta de “um bom volume” de portugueses, avança Duarte d’Eça Leal. Os franceses, holandeses, norte-americanos, brasileiros e chineses também deram uma ajuda para que a taxa média de ocupação ronde, atualmente, os 95%.

Mas há mais. O sócio do The Independente Collective revela outros destinos na mira. "Estamos de olho num projeto em Tavira e queremos regressar a Melides, onde tivemos uma operação chamada Uva do Monte. Entretanto, o contrato de gestão terminou e foi alocado a outro uso", resumiu.

O grupo está também a analisar propostas para a Região Autónoma dos Açores, que, para já, está descartada. "Inclui-se nas nossas prioridades estratégicas, mas vai exigir uma deslocalização de infraestrutura um pouco grande que não é possível. Acabámos de mudar-nos para o Porto", refere.

Duarte D'Eça Leal afirma que não pretendem "crescer desenfreadamente" em número de unidades. O objetivo é ter operações assentes em "hospitalidade criativa e fora da caixa", para "permitir a quem nos visita ter uma experiência de Portugal que não seja apenas Lisboa e Porto".

O The Independent Collective fechou o ano passado com um volume de negócios de quatro milhões de euros e, em 2018, estima alcançar os 6,5 milhões. Atualmente, conta com quatro unidades de alojamento entre Lisboa e Porto e dá emprego a 150 pessoas.

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