Turismo

The Independente Collective quer hotel no centro histórico do Porto

The House of Sandeman, em operação há um ano, regista uma taxa de ocupação superior a 70%. Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens
The House of Sandeman, em operação há um ano, regista uma taxa de ocupação superior a 70%. Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

O grupo, que explora o hostel The House of Sandeman, em Gaia, quer atravessar o rio Douro e explorar um hotel no centro histórico do Porto.

O The Independente Collective, grupo que explora quatro hostels no país, quer abrir um hotel no centro histórico do Porto, num momento em que o seu primeiro investimento na cidade, o The House of Sandeman Hostel & Suites, em Gaia, completa um ano de operação. “Temos interesse em estar do outro lado do rio [Douro]. Estamos a estudar a possibilidade de abrir um hotel no centro histórico do Porto”, revelou ao Dinheiro Vivo Bernardo d’Eça Leal, um dos acionistas do grupo português.

O empresário é da opinião que o Porto ainda tem espaço para mais unidades hoteleiras, tendo em conta que só há 6500 camas em hotéis e cerca de 6000 em alojamento local (AL), quando Lisboa já possui 21 mil camas em hotéis e 15 mil em AL. “O Porto tem um potencial de crescimento de RevPar [receita por quarto disponível) maior que Lisboa, o binómio investimento/retorno é maior do que na capital”, sublinhou.

A operação no The House of Sandeman, hostel que resulta de uma parceria com o grupo Sogrape, tem registado uma ocupação superior a 70%, o que permitiu que no primeiro ano de atividade gerasse uma faturação próxima do 1,2 milhões de euros. O principal mercado da unidade, com 43 camas em regime de hostel e 12 suites, é o norte-americano, seguido pelo sul coreano.

Segundo Bernardo d’Eça Leal, os turistas da Coreia do Sul costumam viajar fora da época alta, o que permite combater a sazonalidade, e procuram bastante o Porto devido nomeadamente aos influenciadores do seu país, que têm publicitado uma boa imagem da cidade. O responsável acredita também na potencialidade de crescimento do mercado norte-americano, dadas as novas rotas aéreas a unir os dois países. Como frisou, é um turista que tem uma estadia média mais longa e um gasto médio superior que outros viajantes. Os portugueses, canadianos e europeus em geral são também bons clientes deste hostel.

Comporta na mira
O The Independente Collective prepara agora a abertura para o verão de 2020 do primeiro hotel do grupo, um investimento de 1,5 milhões de euros. A unidade hoteleira vai nascer da reabilitação de um edifício junto ao elevador da Bica, em Lisboa, e terá 50 quartos. Em pipeline, estão projetos para Évora, Tavira e Comporta.

Como adiantou Bernardo d’Eça Leal, o grupo já tem ativos para avançar com os projetos de Évora (turismo de habitação) e de Tavira (hotel), estando os dois em fase de licenciamento. Na Comporta, estão a estudar também a implementação de uma unidade hoteleira. O empresário tem ainda a ambição de reforçar em Lisboa.

O The Independente Collective, detido pelos irmãos Bernardo d’Eça Leal, Martim, Duarte e Afonso, explora atualmente The Independente Hostel, The Independente Suites e The Indy House (todos em Lisboa), para além do The House of Sandeman (Gaia). A restauração é outro dos negócios. O grupo detém dois restaurantes na capital (The Decadente e The Insólito” e um no Porto, o The George. No ano passado, faturou 5,5 milhões de euros.

 

 

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