Mobilidade partilhada

Tier: Há 300 trotinetes alemãs para partilhar em Lisboa

Tier está sedeada em Berlim e já está presente em sete cidades europeias. Foto: DR
Tier está sedeada em Berlim e já está presente em sete cidades europeias. Foto: DR

Alemães da Tier são a quarta empresa a partilhar trotinetes elétricas em Portugal e já andam a pensar em colocar estes veículos noutras cidades.

As empresas a partilhar trotinetes elétricas não param de chegar a Portugal. A Tier é a quarta marca a entrar em território nacional, a partir desta quarta-feira. Até ao final desta semana, haverá 300 trotinetes elétricas desta marca alemã disponíveis no centro de Lisboa e que vão concorrer com os suecos da Voi, os norte-americanos da Lime e a Hive, empresa do grupo alemão MyTaxi. A capital portuguesa é a sétima cidade a contar com os serviços da Tier, que está sedeada em Berlim.

A entrada desta empresa alemã é possível depois da autorização do município liderado por Fernando Medina. “Estamos felizes por finalmente lançar o nosso serviço em Lisboa. Graças a um estreito diálogo com os municípios, podemos oferecer um serviço bem adaptado às necessidades dos habitantes. Nós estamos constantemente a trabalhar para contribuir com a redução do tráfego no centro das cidades”, destaca Philipp Haas, o vice-presidente da Tier com o pelouro da expansão internacional, citado em nota de imprensa.

Tal como nos concorrentes, para utilizar a Tier é cobrado um euro pelo desbloqueamento da trotinete e 15 cêntimos por cada minuto de utilização. As trotinetes são desbloqueadas através de uma aplicação móvel nos sistemas operativos Android (Google) e iOS (Apple). O utilizador pode localizar os veículos de duas rodas na rua ou no mapa da aplicação, clicar no botão de ‘viajar’ e depois é feita a leitura do QR code.

Diferenças

Ao Dinheiro Vivo, fonte oficial da Tier destaca que as trotinetes da empresa alemã são mais leves do que na concorrência e que há uma equipa própria da marca de Berlim a recolher os veículos todos os dias, entre as 22h e as 7h da manhã. Estas pessoas deixam depois as trotinetes nos 90 pontos autorizados pelo município de Lisboa. Esta solução é semelhante à utilizada pela Hive.

No caso da Voi e da Lime, há uma comunidade de pessoas que ganham dinheiro com a recolha, carregamento e colocação das trotinetes nos 90 hotspots.

Leia também: Trotinetes da Lime no seu caminho? Saiba como resolver o problema

Em território português, há para já uma equipa de três pessoas, inclusive um diretor-geral para o mercado nacional.

A chegada da Tier a Portugal é possível depois de ter fechado recentemente uma ronda de investimento de 25 milhões de euros, que permitirá a expansão da empresa para outras cidades europeias. Além de Lisboa, a empresa alemã funciona nas cidades de Viena, Paris, Saragoça, Málaga e Madrid.

A empresa alemã foi fundada em 2018 por três empreendedores com experiência na área da mobilidade: Lawrence Leuschner, Julian Blessin e Matthias Laug. Lawrence Leuschner ajudou a fundar a empresa de media rebuy; Julian Blessin foi a pessoa que ajudou a lançar o negócio de scooters elétricas partilhadas da Bosch (marca Coup); Lawrence Leuschner foi uma das pessoas que fundaram a empresa de entrega de refeições Takeaway.

Mais empresas a caminho

Lime, Hive e Voi deverão ter em breve mais concorrentes na partilha de trotinetes em Portugal. Há pelo menos três empresas que já assumiram que querem entrar neste mercado nos próximos meses.

Os portugueses da iomo têm anunciado nas últimas semanas a sua chegada às estradas nacionais, estando mesmo a fazer alguns testes pelas ruas de Lisboa.

Para breve está prevista a chegada dos norte-americanos da Bird, os maiores rivais da Lime no mundo das trotinetes partilhadas. A Bird tem estado a promover a contratação de pessoas para recolha de trotinetes e até procura um diretor-geral para o mercado português, segundo o anúncio publicado no LinkedIn.

Em fevereiro de 2019, deverá chegar a Wigo, startup fundada pelo argentino Martín di Stefano e pelo brasileiro Santiago Morando, quer destacar-se dos concorrentes por causa dos descontos nas entradas em museus e outros espaços culturais, conforme estes fazedores adiantaram em meados de outubro em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Os números não deverão ficar por aqui: há mais de uma dezena de empresas que manifestou interesse em partilhar trotinetes elétricas em Lisboa, adiantou na semana passada Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da câmara de Lisboa.

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