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Tombo nos lucros troca as voltas da Swatch em bolsa

A logo of Swiss watchmaker Swatch is seen in Zurich

Empresa suíça recusa reduzir custos, alegando que isso seria contraproducente para a empresa

O tombo nos lucros do grupo Swatch no primeiro semestre levou a relojoeira suíça a cair mais de 14% na abertura da bolsa de Zurique.

Os ganhos do grupo que detém a Omega e a Tissot registou uma quebra nos lucros entre 50% e 60%, um desempenho que ficou bastante abaixo das estimativas, que apontavam para uma descida de 22% nos lucros, segundo a Bloomberg.

As receitas até junho caíram também 12%, devido à descida nas vendas em Hong Kong, França e Suíça, os três principais mercados do grupo Swatch. A marca Tissot foi a que mais penalizou as contas porque está a competir num segmento que conta com os smartwatches, que são cada vez mais vendidos em todo o mundo.

“A confiança dos investidores foi agitada”, indica o analista do Banco Vontobel Rene Weber. Este especialista estima que a margem operacional terá recuado para metade (de 18% para 9%), o que pode significar um “desastre” ou efeitos extraordinários.

Os investidores receiam que o grupo suíço continue a recuar na bolsa nas próximas semanas. O presidente executivo da Swatch, Nick Hayek, recusa reduzir custos. Alega que descer preços, congelar investimentos ou despedir pessoas seria contraproducente a longo prazo. Hayek alega que precisa dos trabalhadores, altamente especializados, para o momento em que o mercado melhorar.

Às 11h11, as ações da Swatch seguiam a recuar 11,02% para 50,45 francos suíços.

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