crise no bes

Tomé Pedroso, Tranquilidade: “Atuação rápida impediu perda de confiança”

Colapso do grupo GES ditou venda da Tranquilidade
Colapso do grupo GES ditou venda da Tranquilidade

A Tranquilidade sofreu os efeitos colaterais da queda do império Espírito Santo. Passou, em pouco mais de seis meses, do conglomerado GES para o fundo norte-americano Apollo. Tomé Pedroso foi um dos administradores que viveu o momento de <a href="http://www.dinheirovivo.pt/mercados/interior.aspx?content_id=4350137&amp;amp;page=-1" target="_blank">transição</a>. "O maior desafio da carreira", em que houve "necessidade de atuação rápida sob pena de perda de confiança", refere o responsável questionado pelo Dinheiro Vivo.

O “reforço da comunicação com os trabalhadores” é apontada como “a grande mudança” por Tomé Pedroso. Foi necessário entender “o melhor possível” os acontecimentos, muitos deles inesperados, e levou a “informar e gerir as expectativas dos colaboradores, dos clientes e dos parceiros da companhia”.

O papel do regulador também é assinalado. “Houve um acompanhamento contínuo e próximo” do Instituto de Seguros de Portugal (atual ASF), necessário para o “encontro de soluções que salvassem a companhia de um processo de instabilidade e de desmobilização”.

Tomé Pedroso recorda também a “disponibilidade constante para partilhar informação sobre o que se estava a passar”. E como é que este processo decorreu? “Através de informação escrita, com reuniões e visitas constantes com todas as partes interessadas. É a enfrentar as questões que se fortalecem relações de confiança e se confirmam as expectativas”, reforça um dos atuais administradores da seguradora.

Desafiámos ainda Tomé Pedroso para apresentar sugestões para gerir melhor processos de transformação junto dos colaboradores. Proximidade e foco são as palavras chave para o responsável.

“É necessário saber ouvir, perguntar e responder. É preciso concentrar a nossa atenção naquilo que podemos atuar e não nos dispersarmos em especulações sobre o que está fora do nosso alcance. É um trabalho de grande rigor e disciplina de foco no negócio”, responde.

Um cenário de transformação é habitualmente um cenário de instabilidade. Mas é possível contrariar este mito, defende Tomé Pedroso. “É crítico continuar a atuar no normal funcionamento da organização, ou seja, é preciso fazer tudo o que normalmente se faz e acrescentar uma série de coisas atípicas”.

2015 arrancou com a confirmação da venda da seguradora ao fundo norte-americano Apollo, por um total de 215 milhões de euros. A bonança chega com uma mensagem aos funcionários. “Tenho um agradecimento muito especial aos colaboradores que continuaram a empenhar-se na construção de um futuro cada vez mais sólido para a empresa”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O primeiro ministro, António Costa, fala aos jornalistas durante a conferência de imprensa realizada no final da reunião do Conselho de Ministros, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, 04 de junho de 2020. MANUEL DE ALMEIDA / POOL/LUSA

Governo vê economia a crescer 4,3% em 2021 e desemprego nos 8,7%

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, durante a conferência de imprensa após a reunião extraordinária da Comissão Permanente de Concertação Social por video-chamada, no Ministério da Economia, em Lisboa, 16 de março de 2020. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Segunda fase do lay-off custa mais de 700 milhões de euros

Jorge Rocha de Matos, presidente da Fundação AIP. Foto: direitos reservados

Rocha de Matos: IVA devia ser de 6% em todos os eventos para ajudar o turismo

Tomé Pedroso, Tranquilidade: “Atuação rápida impediu perda de confiança”