Trabalho

Trabalhadoras da antiga Triumph vão ao Conselho de Ministros entregar ‘lingerie’

Triumph revelou Cláudia Vieira

As trabalhadoras da antiga Triumph vão deslocar-se na quinta-feira à Presidência do Conselho de Ministros para entregar simbolicamente 'lingerie'

As trabalhadoras da antiga Triumph vão deslocar-se na quinta-feira à Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, para entregar simbolicamente uma peça de ‘lingerie’ e apelar ao Governo que intervenha para evitar o encerramento da fábrica.

A iniciativa, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Curtumes do Sul, vai decorrer a partir das 11:30 e contará com uma ação paralela na Baixa de Lisboa, segundo disse à agência Lusa a sindicalista Mónica Antunes.

“Esta será mais uma forma de luta destas trabalhadoras porque o protesto não pode ser sempre aqui, à porta da fábrica. Vamos distribuir panfletos para a Rua Augusta e vamos ao Conselho de Ministros pedir uma resposta”, explicou.

A sindicalista referiu que as trabalhadoras vão levar consigo uma peça de ‘lingerie’ para entregar aos ministros e que esperam poder ser recebidas.

A fábrica da antiga Triumph (de roupa interior feminina), sediada na freguesia de Sacavém, concelho de Loures, foi adquirida no início de 2017 pela TGI-Gramax e emprega atualmente 463 trabalhadores.

No entanto, em novembro, a administração da empresa comunicou aos trabalhadores que iria ocorrer um processo de reestruturação, que previa o despedimento de 150 pessoas.

No dia 05 de janeiro, depois de tomarem conhecimento de que a administração tinha iniciado um processo de insolvência, os trabalhadores iniciaram uma vigília, que ainda se mantém, à porta das instalações para impedir a saída de material à fábrica.

Durante esse tempo, deputados, autarcas e sindicalistas deslocaram-se às instalações da antiga Triumph para levar mantimentos e demonstrar a sua solidariedade.

Entretanto, na terça-feira, o ministro da Economia, Caldeira Cabral, disse esperar que se encontre uma “solução” para a Têxtil Gramax, admitindo a existência de interessados na fábrica, mas caso não seja possível “que pelo menos se acautele os direitos dos trabalhadores”.

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