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Trabalhadores da Efacec contra as medidas de reestruturação da empresa

Em Plenário de Trabalhadores da Efacec, foi aprovada uma moção onde manifestam o seu total repúdio pela implementação de várias medidas pela empresa

A paz está longe de chegar à Efacec. Depois do anúncio, desmentido mais tarde, do possível despedimento de 409 trabalhadores, os trabalhadores da empresa, reunidos em plenário, realizado a 28 de junho, manifestaram “o seu total repúdio pela implementação de várias medidas e reivindicam à Administração a sua suspensão imediata, reafirmando que se encontram unidos e determinados para lutar e defender os seus direitos, recorrendo a todos os meios que lhes estão disponíveis”.

De acordo com a moção aprovada em plenário, os trabalhadores afirmam que “têm sido recentemente confrontados com um conjunto de medidas de Reestruturação implementadas pela Administração, que têm sido sentidas como um ataque aos seus direitos e que estão a criar um crescente clima de pressão e desestabilização no seio dos trabalhadores”.

Entre essas medidas enumeram : “A redução de efetivos igual a despedimentos palavras do presidente executivo Ângelo Ramalho aos Órgãos de Comunicação Social a 4 de maio de 2017 “. E recordam o que foi dito pelo presidente executivo: “A EFACEC não vai fazer nenhum Plano de Reestruturação ao longo de 2017. Com os dados que hoje tenho na mão também não é necessário em 2018.”

Poucos dias depois a 8 de maio, através de um comunicado interno dirigido aos Trabalhadores, era afirmado: “… Na verdade, a EFACEC prevê no ano de 2017 manter o número de colaboradores… Lamentamos a divulgação de notícias claramente erróneas e a perturbação que as mesmas causam no seio da Empresa…”

No entanto, salientam os trabalhadores, “afinal o Plano de Reestruturação está a ser levado a cabo, também, através de “rescisões por mútuo acordo” que não são mais que tentativas de despedimentos encapotados, em que os trabalhadores estão a ser coagidos a aceitar estes ‘acordos’”.

Os trabalhadores da Efacec também questionam o Modelo de Gestão de Pessoas, que dizem pautar-se “pela falta de transparência e informação relativamente às funções atribuídas e aos salários aplicados, porque a Estrutura ainda está longe de estar organizada e evidencia a enorme importância da avaliação baseada em critérios subjetivos e muito dependentes da chefia direta”.

Desta forma afirmam que o modelo seguido “é veementemente repudiado pelos trabalhadores”.

Em discussão esteve também o Regulamento Interno de Organização e Segurança de Pessoas e Bens no Trabalho. Na moção pode ler-se que “apesar do parecer negativo das ORT´s a Administração decidiu avançar com o mesmo, passando a falsa ideia de que foi efetuado em ‘parceria’ com as ORT´s”.

Isto quando “as ORT´s, dando voz aos protestos dos trabalhadores, tornara a opor-se a este Regulamento através de e-mail enviado aos Recursos Humanos. “Os trabalhadores consideram este Regulamento altamente discriminatório, intimidatório e subjetivo em vários pontos, pretendendo assim a sua suspensão imediata”.

Segundo o mesmo documento aprovado em plenário, “os trabalhadores estão a ser coagidos/ameaçados a aceitarem a alteração do seu posto de trabalho. Estas alterações estão a decorrer com critérios pouco claros ou compreensíveis”.

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