Trabalhadores da Galp manifestam-se para "parar ofensiva da administração"

Os trabalhadores das refinarias de Sines e de Matosinhos estão hoje a manifestar-se junto à sede da Galp, em Lisboa

Os trabalhadores reivindicam, entre outros assuntos, o fim da “ofensiva da administração contra a contratação coletiva e os direitos nela consagrados".

Os manifestantes, que irão seguir para a Assembleia da República na continuidade da ação de luta, acusam a administração da Galp Energia de ter "gerado milhões e milhões de lucros" e ter "uma atitude de empresa de vão de escada".

Rogério Silva, coordenador da Fiequimetal - Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas, afirmou que, "em vez de contribuir para o aumento da qualidade de vida dos que trabalham", a administração despreza os seus trabalhadores.

Para o sindicalista, a administração da Galp é "trauliteira" e Américo Amorim, presidente da empresa, "é o principal responsável" pela situação dos trabalhadores.

Segundo o comunicado emitido pelo sindicato, esta ação "insere-se igualmente na resposta ao despacho antigreve com que o atual Governo, tal como o anterior, se colocou ao lado dos grupos económicos e contra os direitos dos trabalhadores".

Com palavras de ordem como "Petrogal ganha milhões a tirar aos trabalhadores" ou "a luta continua, Amorim para a rua", cerca de meia centena de manifestantes dirigiram-se para a Assembleia da República.

Os trabalhadores da Petrogal estão em greve desde o dia 08 de janeiro nas refinarias de Sines e de Matosinhos, prolongando a sua luta nos próximos três meses.

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