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Trabalhadores da Groundforce pedem “mais investimento”

Groundforce, no Aeroporto Humberto Delgado em Lisboa.

( Álvaro Isidoro / Global Imagens )
Groundforce, no Aeroporto Humberto Delgado em Lisboa. ( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

Entre as prioridades deste órgão "está a defesa dos direitos dos trabalhadores e das suas condições de trabalho.

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Groundforce quer que haja “mais investimento do gestor aeroportuário” e acesso a dados sobre a remuneração dos trabalhadores, e vai debater estas questões num plenário marcado para dia 15 de agosto.

Em resposta a perguntas da Lusa, a organização adiantou que pretende reivindicar “mais investimento do gestor aeroportuário [ANA]. É outro caso de distribuição desigual da riqueza do país e a que o nosso Governo fecha os olhos. Assistimos nos aeroportos portugueses a uma exploração imobiliária grosseira”, lamentou a CT.

Entre as prioridades deste órgão “está a defesa dos direitos dos trabalhadores e das suas condições de trabalho, assim como o controlo da gestão, no sentido de garantir que a mesma é conduzida para assegurar a viabilidade da empresa e os postos de trabalho dos seus cerca de 2.600 trabalhadores”, de acordo com o CT da empresa de ‘handling’ (assistência nos aeroportos).

A estrutura indicou ainda que os trabalhadores sentem “que muitos meios técnicos e materiais necessários à atividade” lhes têm “sido recusados, assim como muita informação sensível”.

Por isso, entre as reivindicações da CT está o acesso “ao relatório único completo da empresa, nomeadamente os anexos que versam sobre as remunerações do pessoal”, salientando que, sem isso, não consegue “fiscalizar a justa aplicação das tabelas salariais e planos de prémios estabelecidos nos acordos de empresa”.

Além disso, a estrutura acredita que “a distribuição de dividendos e de reservas livres entre os acionistas ultrapassou os limites da prudência face às carências dos trabalhadores e da empresa” e irá, por isso, “fazer um alerta sério aos trabalhadores”.

A CT acredita ainda que do plenário “seguirão informações valiosas para os trabalhadores e estruturas representativas” que terão como objetivo “definir ações de reivindicação pelas necessidades mais prementes” dos trabalhadores, incluindo “o fim da precariedade selvagem a que são sujeitos”, dos “horários extremamente penalizadores para a saúde e vida social e familiar dos trabalhadores” e a luta “pela melhoria das condições de trabalho que garanta a diminuição do volume de acidentes e doenças laborais associados a esta atividade”.

Antes do plenário de dia 15, a CT reúne-se na segunda-feira, dia 12 de agosto.

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