Trabalhadores da Soares da Costa preparam novas iniciativas de protesto

Comissão de Trabalhadores da Soares da Costa anunciou para breve "novas iniciativas públicas" para denunciar a situação "insustentável" de salários

A Comissão de Trabalhadores da Soares da Costa anunciou hoje para breve "novas iniciativas públicas" para denunciar a situação "insustentável" de salários em atraso na construtora, acusando a administração de não honrar o "voto de confiança" pedido aos funcionários.

"O voto de confiança pedido diretamente pelo administrador aos trabalhadores, nas diversas vezes em que se deslocou aos locais de trabalho, não teve a reciprocidade que é devida por parte da administração", lê-se num comunicado distribuído aos trabalhadores.

É que, sustenta, numa reunião realizada na quarta-feira em Lisboa com o presidente executivo da Soares da Costa, Joaquim Fitas, "foram transmitidas à CT

as perspetivas de novas obras", tendo ainda sido "afirmado que até dia 17 haveria mais notícias sobre o pagamento dos salários e subsídio de alimentação em falta a praticamente todos os trabalhadores".

Contudo, lamenta, "tal não aconteceu".

A agência Lusa contactou a administração da Soares da Costa e aguarda um comentário oficial da construtora.

Sustentando que os funcionários da Soares da Costa não podem "continuar a viver assim com a vida indefinida", a CT recorda que "ao longo dos últimos meses diversos trabalhadores foram obrigados a suspender os contratos de trabalho, como única forma de garantir uma proteção social mínima de subsistência familiar".

Outros, continua, "rescindiram com justa causa devido aos salários em atraso", alguns "requereram licença sem vencimento" e "muitos, face à pressão e violência desta situação de incerteza prolongada, entraram em depressão e consequente baixa médica".

Num "ponto de situação sobre a evolução social e laboral na Soares da Costa" 16 meses após a entrada em funções da atual administração, a CT diz ser "hora de os responsáveis por esta situação assumirem os seus deveres, de uma vez por todas", sustentando que a situação atual na empresa "é insustentável".

"Em 15 de junho, na reunião realizada na delegação de Lisboa com o CEO da empresa, foram transmitidas à CT as perspetivas de novas obras, nomeadamente em Angola, e a ampliação da carteira das obras já existentes, para além do adiantamento dos 15% da nova obra em Angola -- Sistema IV BITA -- no valor de quase 12 milhões de euros, que regularizava quase todos os valores salariais em atraso", afirma.

Ainda referido, acrescenta, foi "a entrada numa nova obra da Brisa em Portugal, no valor de cerca de 12 milhões de euros, e a ponte sobre o Guadiana, no valor de cerca de nove milhões de euros", mas até agora nada mais foi esclarecido.

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