Agroalimentar

Trabalhadores da Sumol+Compal convocam greve e concentração em Pombal

Sumol Compal é uma marca portuguesa de néctares e refrigerantes. Fotografia: D.R.
Sumol Compal é uma marca portuguesa de néctares e refrigerantes. Fotografia: D.R.

Os trabalhadores da Sumol+Compal convocaram greve e concentração para 29 de agosto para denunciar o incumprimento do salário mínimo nacional

Os trabalhadores da Sumol+Compal convocaram uma greve e uma concentração para terça-feira, dia 29 de agosto, em frente às instalações da empresa em Pombal, para denunciar o incumprimento do salário mínimo nacional.

Em comunicado hoje emitido, após os plenários de 16, 17 e 18 de agosto, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab) indica que os trabalhadores da Sumol+Compal “determinaram em plenário uma concentração à porta da empresa, em luta contra a administração, que desrespeita o aumento do salário mínimo nacional e que não negoceia com o sindicato o caderno reivindicativo apoiado pelos trabalhadores”.

Esta concentração ficou marcada para terça-feira da próxima semana e contará com a presença do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, pelas 15:00, segundo o sindicato.

Em declarações à Lusa, Rui Matias, do Sintab, disse que, após os plenários da semana passada, “foi entregue à empresa, ao Ministério do Trabalho e aos trabalhadores um pré-aviso de greve” para o mesmo dia da concentração em Pombal.

Questionado sobre quantos trabalhadores estão abrangidos pelo incumprimento do salário mínimo na Sumol+Compal, o sindicalista afirmou que tem “mais de 10 casos identificados” e apontou que “há várias dezenas de trabalhadores nesta situação”.

“Descobrimos que a empresa, nas unidades de Pombal e de Leiria, pratica salários abaixo do salário mínimo nacional e que pratica valores de 545 euros e de 551 euros”, afirmou Rui Matias, explicando que a Sumol+Compal tem “uma engenharia financeira” para “justificar e uma ilegalidade”.

O dirigente sindical acusa a empresa de “camuflar esta situação de forma ilegal com um suposto subsídio que paga aos trabalhadores” e de considerar que o salário e o subsídio juntos superam o valor do salário mínimo.

“Já denunciámos esta situação junto da ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] e enviámos recibos dos trabalhadores que comprovam que em maio, junho e julho houve trabalhadores a receber 551 euros”, abaixo dos 587 atualmente estabelecidos para a remuneração mínima, acrescentou.

Rui Matias contou ainda que outro dos motivos na origem do protesto é “a falta de diálogo que a empresa revela”, já que não tem estado disponível para negociar o caderno reivindicativo do sindicato, cujas exigências incluem aspetos como “o fardamento, os aumentos salariais e as categorias profissionais”.

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