Trabalhadores: Oitante pode ser a sociedade de malparado na banca

Comissão de trabalhadores tem reunião agendada para sexta-feira à tarde com a administração do Santander Tota

Veículo de resolução do crédito malparado para a banca. O primeiro-ministro colocou este tema na agenda no último fim de semana com uma ideia que já é utilizada em Espanha e Itália. O tema tem sido discutido em Portugal e têm sido levantadas questões sobre o custo para os contribuintes. Este tema foi levantado esta quinta-feira pela comissão de trabalhadores de Oitante, que representa 440 trabalhadores do antigo Banif, numa reunião no Ministério das Finanças.

"Não vale a pena criar uma nova sociedade. Ela já existe. Chama-se Oitante", adiantou ao Dinheiro Vivo fonte da comissão de trabalhadores. "Temos pessoas perfeitamente aptas para gerir ativos. Esta sociedade até pode ficar com os ativos de outros bancos, desde que os postos de trabalho sejam assegurados".

Banif. A transparência truncada do Banco Central Europeu

A Oitante conta atualmente com 440 dos antigos trabalhadores do Banif. Cerca de 200 destes 440 trabalhadores estão em regime de prestação de serviços ao Santander Totta, mas sem garantia de vínculo ao banco liderado por António Vieira Monteiro.

Por causa disso, a comissão de trabalhadores vai reunir-se na sexta-feira à tarde com a administração do Santander Totta. Também já foi pedida, pelo PSD, a audição da comissão de trabalhadores na comissão de inquérito parlamentar ao Banif. Os funcionários têm-se queixado de discriminação no âmbito do processo de resolução.

Na área comercial do banco, por exemplo, “os trabalhadores dos Serviços Centrais da Madeira e dos Açores também foram incorporados no Banco Santander Totta, enquanto os do Continente transitaram para a Oitante”. Em causa está a “violação do princípio da igualdade por tratamento diferenciado de situações iguais e do princípio da não discriminação por tratamento discriminatório entre trabalhadores”.

A queixa já foi apresentada ao Presidente da República, aos grupos parlamentares e ao Provedor de Justiça.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de