Tráfego nos aeroportos cresceu 7% em 2019. Lisboa com 31 milhões de passageiros

Pelos aeroportos nacionais passaram mais de 59 milhões de pessoas no ano passado, um crescimento de 6,9% face a 2018.

O tráfego nos aeroportos nacionais aumentou 6,9% no ano passado, tendo passado por estas infraestruturas mais de 59 milhões de passageiros, 13,2 milhões dos quais nos últimos três meses do ano. O aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, apesar de estar a operar nos limites da sua capacidade, conseguiu aumentar o número de passageiros que recebeu. Foram 31,1 milhões em 2019, mais 7,4% que em 2018, de acordo com os dados da Vinci, dona da ANA - Aeroportos (gestora dos aeroportos em Portugal), enviados em comunicado. No quarto trimestre, o aeroporto que serve a capital recebeu 7,3 milhões de pessoas.

Pela infraestrutura do Porto passaram 13,1 milhões de pessoas (três milhões dos quais de outubro a dezembro), mais 9,8% que em 2018. Já no sul, em Faro, o número de passageiros aumentou 3,7%, tendo passado por esta infraestrutura aeroportuária mais de nove milhões de passageiros no ano. Nas regiões autónomas o tráfego também cresceu. Na Madeira, a subida foi de 0,7%, tendo acolhido 3,3 milhões de passageiros em 2019. Pelos aeroportos açorianos passaram 2,4 milhões de pessoas, mais 6,2% que em 2018.

Para este ano de 2020, a Vinci mostra-se "confiante" que vai continuar a "implementar vários projetos de grande importância, concebidos para apoiar o crescimento do tráfego e melhorar a experiência do cliente". Entre esses projetos está o "lançamento da renovação do Terminal 1 e ampliação da capacidade do Aeroporto Internacional de Kansai, a porta de entrada da World Expo 2025 em Osaka", a "ampliação e renovação, em sinergia com a VINCI Construction, dos aeroportos de Belgrado, o futuro hub do aeroporto na Europa Oriental; do aeroporto de Santiago do Chile, com entrega integral prevista para o final de 2021; e do aeroporto de Sihanoukville no Camboja".

Quanto ao futuro aeroporto do Montijo, a empresa francesa adianta apenas que "continuará a trabalhar com o Governo português para converter a base aérea militar do Montijo num aeroporto civil e para modernizar o Aeroporto Humberto Delgado. O objetivo deste projeto é aumentar a capacidade de receber passageiros na capital portuguesa, acomodando o crescimento de tráfego esperado para os próximos anos".

A obra para transformar a base militar numa infraestrutura com capacidade para operar voos civis pode arrancar ainda neste ano de 2020. Uma obra desta envergadura pode ter impacto no setor da construção e obras públicas. “Existe uma probabilidade bastante forte de que seja a Vinci a liderar a transformação do aeroporto militar do Montijo”, admitiu recentemente ao Dinheiro Vivo Paulo Rosa, economista e Trader Sénior do Banco Carregosa. Mas também há em Portugal, sublinhou, “empresas de engenharia civil capazes de dar o seu contributo na construção do novo aeroporto, a saber, a Mota-Engil, a Teixeira Duarte, entre outras, e a Martifer no que respeita a estruturas metálicas”.

Aliás, as construtoras têm já cartas dadas neste tipo de obras. A Teixeira Duarte, uma das “fortes potenciais candidatas”, diz Paulo Rosa, “lidera o consórcio para a execução da reforma e expansão do aeroporto de Salvador, no Brasil, e fechou o ano de 2018 com uma carteira de encomendas na construção de 1.794 milhões de euros. A Mota-Engil, que está a liderar a construção, operação e manutenção do novo aeroporto Internacional Bugusera, em Kigali, capital do Ruanda – e que obteve uma carteira de encomendas histórica em 2018 de 5.465 milhões de euros – conhece bem o mercado português, e é sempre uma potencial candidata a pertencer a um consórcio”.

Ainda não são conhecidos os moldes em que a empreitada vai ser executada e, por isso, não pode ser descartada a possibilidade desta ser adjudicada a várias construtoras, nacionais ou estrangeiras. Por outro lado, há ainda outras firmas especializadas que podem obter contratos. “As pequenas e médias empresas que fornecem mão-de-obra e as especializadas em áreas como eletricidade, são exemplos das estruturas societárias que podem conseguir contratos”, adiantou o responsável do Banco Carregosa.

Nicolas Notebaert, presidente da Vinci Airports e Diretor Executivo da VINCI Concessions, em comunicado, indica que: "contando com uma rede global forte, eficiente e atrativa, a Vinci Airports é um player comprometido com a mobilidade sustentável. Em 2020, a Empresa continuará a perseguir a sua missão de servir o desenvolvimento regional e dos seus clientes".

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