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Tráfego postal cai, mas receitas sobem com envio de encomendas

Encomendas

Encomendas geraram 207 milhões de euros de receitas. Já representam quase um terço das receitas totais do sector.

Os portugueses enviaram o ano passado menos cartas, mas o aumento do envio de encomendas ajudou as receitas com serviços postais a subir 1,8% para 637,7 milhões de euros, revelou esta sexta-feira a Anacom.

O ano passado foram enviados 685,9 milhões de objetos postais, uma quebra de 6,7% do tráfego total dos serviços postais, mas as receitas subiram 1,8%, com a receita média por objeto a aumentar 9,1%.

“A descida do tráfego postal total explica-se pela diminuição do tráfego das correspondências, do correio editorial e da publicidade endereçada, a qual foi parcialmente compensada pelo aumento de 13,4% no tráfego de encomendas. Já o aumento da receita deve-se à subida registada nas receitas das encomendas, 11,8%”, refere a Anacom, no relatório dos indicadores postais conhecido esta sexta-feira.

No total, as receitas da prestação de serviços postais rondaram 637,7 milhões de euros, mais 1,8% do que em 2018, crescimento impulsionado pela subida de 11,8% das receitas de encomendas, para 207 milhões de euros, contra um aumento de 9,8% em 2018. “As receitas das encomendas já representam quase um terço das receitas totais do sector”, destaca o regulador.

Este crescimento das encomendas fez com que a receita média por objeto tenha aumentado 9,1% o ano passado. “As receitas unitárias de correspondências, do correio editorial e de publicidade endereçada aumentaram 6,1%, 1% e 1,8%, respetivamente, enquanto a receita unitária de encomendas diminuiu 1,4%”, diz a Anacom.

A maioria dos objetos (95,5%) destinam-se ao mercado nacional, com o restantes 4,5% a terem como destino outros países. O peso do tráfego nacional e internacional no total do tráfego têm-se mantido constantes ao longo dos anos.

A correspondência representa 78% do tráfego postal em 2019, o correio editorial e a publicidade endereçada representaram 7,6% e 7,1%, respetivamente. As encomendas pesam 7,3% no total do tráfego.

 

IinfografiaSP2019

 

Serviço universal: tráfego caiu 9,1%

O serviço universal (SU), prestado pelos CTT, representou 80,6% do total de objetos postais, tendo diminuído 9,1% entre 2018 e 2019, para 552,8 mil objetos. O serviço universal representa 60,5% das receitas.

O grupo CTT dispunha de uma quota de cerca de 88,4% do tráfego postal total, menos 2,6 pontos percentuais em relação a 2018. Relativamente ao tráfego abrangido pelos limites do SU, o grupo CTT detinha uma quota de cerca de 97%.

No que toca aos serviços de correio expresso e entrega de encomendas, a CTT Expresso fechou o ano com uma quota de 3,1%, seguido do DPD Group com uma quota de 2,1%, segundo os dados do regulador.

 

Quotas de Tráfego postal total_Quotas de Tráfego postal total

 

No final de 2019, existiam cerca de 14,8 mil trabalhadores afetos à exploração dos serviços postais, uma subida de 1% do emprego total relativamente a 2018.

O número de pontos de acesso diminuiu 0,6%, o número de centros de distribuição diminuiu 2,1% e a frota de veículos diminuiu 4,2%.

“Esta diminuição dos pontos de acesso da rede tem subjacente uma diminuição do número de postos de correios de 0,8%, em simultâneo com um aumento do número de estações de correio dos CTT de 0,2% – em 2019 verificou-se uma inversão da tendência de diminuição do número de estações de correio que vinha de 2014”, destaca a Anacom.

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