aviação

Travado despedimento coletivo no sistema de bagagens do aeroporto de Lisboa

Agrupamento de empresas liderado pela Siemens é responsável pelos tapetes de bagagens no aeroporto de Lisboa. (Arquivo/Global Imagens)
Agrupamento de empresas liderado pela Siemens é responsável pelos tapetes de bagagens no aeroporto de Lisboa. (Arquivo/Global Imagens)

Sindicato tinha denunciado despedimento coletivo de 42 funcionários da Siemens. Saíram 27 por mútuo acordo e ficaram outros 15.

Está travado o despedimento coletivo de 42 trabalhadores do aeroporto de Lisboa. Em causa estão funcionários que gerem toda a operação no sistema de tratamento de bagagens e que pertencem ao agrupamento de empresas SICMAN, liderado pela Siemens. A informação foi revelada esta terça-feira pelo SIESI – Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas através de comunicado.

No dia 25 de agosto, o SIESI tinha denunciado o despedimento coletivo de 42 dos 120 trabalhadores da SICMAN, ou seja, um quarto dos funcionários. Nas últimas três semanas, no entanto, “27 dos funcionários chegaram a acordos de rescisão por mútuo acordo” com o agrupamento de empresas, adiantou o dirigente sindical Diogo Correia.

Contudo, ainda havia 15 trabalhadores que estavam em risco de serem despedidos. Para esta terça-feira, estava previsto um protesto junto ao aeroporto de Lisboa. Mas a ação de luta foi cancelada “depois de os 15 trabalhadores que estavam incluídos no processo de despedimento coletivo e que estavam prestes a perder o posto de trabalho terem sido readmitidos no dia 14 de setembro, ao final do dia”.

O sindicato questiona agora “como irão irão estes 15 trabalhadores ser reintegrados, nomeadamente no que diz respeito às funções que irão desempenhar e aos horários onde irão ser colocados. Para o efeito, o SIESI irá solicitar em breve uma reunião à empresa”.

O anúncio de despedimento coletivo tinha surpreendido os trabalhadores, porque a empresa não recorreu ao lay-off ou a medida equivalente de redução de horário enquanto o aeroporto esteve praticamente parado.

A SICMAN presta serviço na mesma área em todos os aeroportos nacionais, onde emprega 210 trabalhadores. Segundo o SIESI, a empresa foi criada em 2003 “exclusivamente para ser utilizada como uma fuga à contratação de trabalhadores efetivos para os quadros da ANA e depois da, então, Siemens, SA e posteriormente Siemens Logistics, Lda”.

A Siemens tem o contrato de prestação de serviços em áreas dos aeroportos geridos pela ANA, a nível nacional, e é proprietária de 95% da SICMAN, ACE.

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