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Três ofertas medem forças na corrida pela compra da Comporta

Praia da Comporta
Praia da Comporta

Há três ofertas de compra da Herdade da Comporta que vão a votos no dia 27 de julho. Duas oferecem 156 milhões de euros.

Ao contrário do que chegou a estar previsto, a assembleia dos participantes do fundo da Herdade da Comporta vai analisar não uma mas as três propostas que recebeu nos últimos meses, e que avançam com valores semelhantes. Na ‘corrida’ à aquisição deste ativo vão estar a holding Oakvest, o consórcio entre a Vanguard Properties (do milionário francês Claude Berda) e Paula Amorim e o aristocrata francês Louis-Albert de Broglie.

Segundo avança o Expresso na sua edição deste sábado, a proposta do francês Broglie prevê um pagamento único em dinheiro de 115 milhões de euros, enquanto a da Oakvest (que surge associada à família Carvalho Martins, dona da cadeia de restaurantes Portugália) totaliza 155,9 milhões de euros, divididos entre um cheque de 36,5 milhões de euros e a assunção da dívida de 119 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos.

Já a proposta da Vanguard Properties e de Paula Amorim é vista pela Gesfimo (a sociedade que gere o fundo da Comporta) como totalizando 147,4 milhões de euros (entre 28 milhões de euros em dinheiro e a assunção da referida divida). Mas os promotores asseguram que o valor supera esta soma e vale, na realidade, 156 milhões de euros, já que não inclui os créditos do fundo sobre a DCR&HDC, nem os lotes das Casas da Encosta, ambos avaliados em 9 milhões de euros.

Na assembleia agendada par dia 27 de julho, procurar-se-á fechar a venda deste ativo (que resultou da queda do BES) e abrir caminho para a resolução do problema da dívida que o fundo tem com a CGD. Este crédito está classificado como malparado e, no final de 2017, os custos com juros e despesas bancárias já chegavam aos 19,6 milhões de euros.

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